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<p>O aumento de crimes de ódio na internet em 67,7% no ano passado é relacionado à polarização política nas eleições de 2022. A conclusão é de um relatório da ONG Safernet, divulgado na manhã desta terça-feira (7/2), feito com base em denúncias à organização.</p>
<p>“Durante o ano de 2022, a polarização do debate político aumentou a radicalização e houve aumento de denúncias de crimes de ódio registrados pela Safernet em relação à 2021”, disse em nota o diretor-presidente da ONG, Thiago Tavares.</p>
<p>A organização observa ter registrado, desde 2018, o aumento de crimes de ódio, nos quais se enquadram sete casos: xenofobia, racismo, intolerância religiosa, neonazismo, misoginia, LGBTFobia e apologia a crimes contra a vida.</p>
<p>O crime mais denunciado foi o de xenofobia, que cresceu 874,10% em relação a 2021, seguido de intolerância religiosa (456%) e misoginia (251%).</p>
<p>Neonazismo foi o único que registrou queda. No entanto, Tavares explicou que isso não significa que o crime tenha sido menos praticado, mas sim que ele tem sido difundido em espaços mais restritos, como grupos do WhatsApp e do Telegram. Isso dificulta que o conteúdo seja denunciado pelo público geral.</p>
<p>“Essa redução significa que boa parte da atividade das células neonazistas no Brasil migrou da web aberta para ambientes mais fechados, como aplicativos de troca de mensagens e fóruns na deep web”, declarou.</p>
<p>A Central Nacional de Denúncias da Safernet foi criada em 2006 para auxiliar a população em denúncias de crimes de pornografia infantil. Pelo segundo ano consecutivo a ONG recebeu mais de 100 mil denúncias sobre exploração sexual de crianças e adolescentes na internet, com aumento de 9,9% em relação a 2021.</p>
