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STF forma maioria para invalidar tese do marco temporal

Com 7 votos contra a tese, o Supremo Tribunal Federal caminha para invalidar a demarcação de terras indígenas com base no marco temporal

Escrito por
Thiago Freire
September 21, 2023
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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou uma maioria significativa de 7 votos contra a tese do marco temporal para a demarcação de terras indígenas. Essa decisão, que ainda está em andamento, pode ter um impacto profundo na questão das terras indígenas no Brasil.

O julgamento, que ainda está em curso, ganhou relevância por decidir se a demarcação de terras indígenas deve ser limitada por uma data específica, a da promulgação da Constituição Federal em 5 de outubro de 1988. Ruralistas defendem essa proposta, enquanto povos indígenas se opõem a ela.

Até o momento, votaram contra o marco temporal os ministros:

Edson Fachin (relator)

Alexandre de Moraes

Cristiano Zanin

Dias Toffoli

Luiz Fux

Cármen Lúcia

Luís Roberto Barroso

Por outro lado, votaram a favor da tese do marco temporal:

André Mendonça

Kassio Nunes Marques

Embora haja consenso entre a maioria dos ministros de que o marco temporal é inconstitucional, existem diferenças nos detalhes de seus votos. Uma delas é sobre a possibilidade de indenização pelo valor da terra em si, além das benfeitorias feitas no local. Atualmente, a lei prevê indenização apenas pelas benfeitorias.

Outro ponto a ser definido pela Corte diz respeito à forma como essa indenização seria realizada, se vinculada ao processo de demarcação ou em um procedimento à parte.

O impacto dessa decisão no STF é considerável, pois o que for decidido terá validade para todos os casos de demarcação de terras indígenas que estejam em discussão na Justiça. O julgamento teve início em 2021 e continua com expectativa nos votos restantes de Gilmar Mendes e Rosa Weber.

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