Leia Também
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">O Sesc de Copacabana, no Rio de Janeiro, recebeu o 1º Fórum Sesc RJ de Educação Inclusiva. O evento discutiu a inclusão para as pessoas com Transtorno do Espectro Autista - TEA e Trissomia do cromossomo 21 – T21.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">A ação reuniu pessoas com deficiência, representantes de universidades, autoridades, pesquisadores e ativistas da causa. Foram formadas mesas de diálogo sobre o assunto, além da realização de apresentações de dança e contações de histórias.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">Essa foi a primeira etapa para a criação de um centro de atendimento de referência para crianças e adultos com o Transtorno do Espectro Autista – TEA e Trissomia – T21. O espaço também prevê a formação de professores para a atuação nesse campo.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">O prédio deve começar a ser construído em 2023, na Tijuca, Zona Norte do Rio, e deve ficar pronto em três anos.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">“Além de ter um espaço de educação inclusiva, vamos formar professores da rede pública para que possam construir esse caminho de educar da melhor maneira possível. O grande caminho que o Sesc está traçando hoje é de dizer que não somos os donos da verdade”, afirma o assessor de educação do Sesc, Gabriel Chalita.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">“Para que se construa esse Centro de Referência é preciso ouvir universidades, especialistas, pesquisadores, mães, filhos, pessoas envolvidas no processo. Esse é o primeiro de vários eventos. Durante todo esse processo queremos estudar experiências do Brasil e do exterior, em países como Canadá e Austrália – referências em educação inclusiva no mundo -, além de Finlândia, Israel e EUA”, incluiu Chalita.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">A meta é atender com perspectiva multidisciplinar de valorização das potencialidades de cada indivíduo através de terapias, atividades formativas para parentes e profissionais, tecnologias assistivas, cultura, lazer e programação gratuita e de qualidade.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">“Compreende-se que não há possibilidade de encaminharmos um projeto que trate de educação inclusiva sem dar voz e espaço para as pessoas com deficiência, universidades, escolas e famílias”, destaca a organização do projeto.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">A digital influencer Laura Simões, de 21 anos, é T21 e considera que o maior desafio em relação a pessoas que foram diagnosticadas com algum tipo de deficiência é a falta de entendimento e empatia por pessoas que desconhecem as necessidades.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">“Nós queremos ser ouvidos. Queremos que não infantilizem, que não falem alto pensando que nós temos deficiência auditiva. Mas nós T21 não somos deficientes auditivos e queremos empatia mesmo”, pediu Laura.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">Além de Laura, a analista de dados Junny Freitas, autista, discursou no evento. Ela veio de Alagoas para participar.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">“É uma luta que a gente enfrenta diariamente. Quando a gente fala de inclusão, é importante que os profissionais estejam conscientizados. A gente tem um déficit muito grande no ensino superior sobre a questão da inclusão. Ainda é algo muito pouco visibilizado. A gente vive bem a margem da sociedade. A gente precisa construir esses espaços inclusivos. A gente tá cansado do ambiente de terapia e viver só isso. Os ambientes precisam estar adaptados a todas as pessoas”, afirmou Junny.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">A professora da Universidade Federal Fluminense Priscila Alves é pesquisadora do Transtorno do Espectro Autista há 15 anos. Segundo ela, a forma de educação atual não atende as necessidades de todos.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">“Eu entendo que discutir o tema da educação inclusiva é necessário, urgente e atual. O maior desafio é que nós possamos sair dos nossos aportes epistemológicos que consideram uma ideia de normalidade, para que possamos acolher as diferentes formas de ser e existir”, disse Priscila.</p>
