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<p>Disciplinas como História, Sociologia e Educação Física estão perdendo seu espaço com a nova reforma do ensino médio, agora matérias como “O que rola por aí”, “RPG” e “Brigadeiro caseiro” tomam seus lugares na rede pública do país. </p>
<p>Essa mudança vem incomodando alunos, pais e professores, pois as escolas estão despreparadas para receber tal reforma, visto que a maioria das instituições não possuem estrutura suficiente, e despreparo do corpo docente. “A forma como está sendo feita de qualquer jeito é péssima. Precisamos de cursos de formação, oficinas e entender melhor qual a proposta desse NEM [nova reforma do ensino médio], porque até agora está tudo confuso. Teoricamente é lindo, a prática é uma bagunça.” Pontua a professora estadual, Tânia.</p>
<p>A reforma começou ano passado, por isso, Tânia diz que ainda tem esperanças de melhorias.</p>
<p>O resultado é uma enxurrada, conforme a Agência O Globo, de mensagens nas redes do ministro da educação, Camilo Santana, pedindo revogação do modelo, tema de abaixo-assinado do deputado federal Glauber Rocha (PSOL-RJ). O ministro afirmou que é “uma agenda complexa de política educacional” e, diante do desafio da melhoria da qualidade do ensino médio, “respostas fáceis não cabem”. “Falar em revogação sem aprofundar o debate sobre quais são os elementos problemáticos e as promessas não cumpridas não seria justo com os nossos jovens e não nos ajuda a avançar. Defendemos a retomada do diálogo democrático sobre o sentido do ensino médio e sobre como podemos, juntos e com a prudência necessária, entregar a melhor escola.” Disse o ministro.</p>
<p>Segundo Tânia, professora da rede estadual do Amazonas, mudanças são necessárias sim. “Mudanças na educação do século 21 são necessárias, mas percebo um excesso de disciplinas superficiais na grade curricular.” Disse. </p>
<p>“Os professores questionam: as avaliações como Enem, vestibulares em geral já estão em consonância com esse novo ensino médio? Por que se não estiverem vai ser mais um instrumento para afastar nossos alunos da universidade pública.” Pontua a professora.</p>
<p>As escolas não estão preparadas, como fala Tânia, “na minha escola as mudanças são insuficientes. É preciso investimento sólido em recursos materiais, tecnológicos e humanos."</p>
<p>Conforme ela, a Secretaria Estado de Educação e Desporto conduz o corpo docente de forma teórica nas suas propagandas. Na prática mandam os professores assistir vídeos cansativos sem base para eles entenderem o contexto. “O que temos são orientações gerais. O resto somos nós professores e a gestão escolar que devemos nos virar. E sendo cobrado o tempo todo.”</p>
<p><strong>Ao questionar a Seduc sobre a reforma, a equipe do Portal Diário da Capital não teve retorno.</strong></p>
