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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do Brasil tomou a decisão de recolher oito lotes de café após a identificação de presença de corpos estranhos e impurezas nos produtos. A medida visa assegurar a qualidade do café consumido no país.
Os lotes recolhidos incluem produtos de diversas marcas, como Fazenda Mineira, Jardim, Lenhador Extra Forte, Lenhador Tradicional, Balaio e Bico de Ouro. De acordo com o coordenador de Fiscalização da Qualidade Vegetal, Tiago Dokonal, os lotes em questão foram adulterados com resíduos de beneficiamento do café, que foram torrados para parecerem grãos legítimos.
A adulteração envolveu a substituição de grãos de café por matéria-prima contendo cascas e paus de café em excesso, com o objetivo de aumentar o volume e enganar os consumidores. Essa prática representa uma violação séria dos padrões de qualidade e segurança alimentar.
O Mapa intensificou a fiscalização do café torrado e moído no Brasil desde janeiro, após a entrada em vigor da Portaria n° 570, que estabeleceu o padrão de classificação do café torrado. Em julho de 2023, uma força-tarefa realizou apreensões de produtos fraudulentos em vários estados brasileiros, incluindo Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal. Nessa operação, foram identificadas mais de 26 marcas com suspeitas de irregularidades, algumas das quais estão atualmente em processo de contestação das análises, de acordo com o Mapa.
A ação do ministério visa garantir a integridade e a qualidade dos produtos agrícolas consumidos no Brasil, especialmente um dos produtos mais apreciados pelos brasileiros, o café. Essas medidas de fiscalização são cruciais para proteger a saúde dos consumidores e manter a confiança na indústria alimentícia do país.
