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<p><strong>Andressa Eberhardt</strong> é Educadora Parental e produz conteúdo sobre <strong>Educação Positiva</strong> para o <a href="https://www.tiktok.com/@coisademaeandressa?" target="_blank" rel="noreferrer noopener">TikTok</a> e <a href="http://instagram.com/coisademaeandressa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instagram</a>. Na última quinta-feira (05/05), o <strong>Diário da Capital</strong> conversou com ela sobre seu trabalho, as dificuldades e os estigmas da maternidade nos tempos atuais. Mas afinal, o que é <strong>Educação Positiva</strong>?</p>
<p>O conceito central gira em torno de instruir o desenvolvimento da criança baseando-se em princípios de gentileza e estímulos positivos, tratando-a com respeito e dando espaço para sua individualidade, criando assim um ambiente saudável para o seu crescimento.</p>
<p>Com base nisso, Andressa diz que usar castigos, brigas e agressões como forma de educar é algo que surgiu, historicamente, em um momento em que nem sequer existia a ideia de infância. A educadora diz que esses costumes foram normalizados e passados tradicionalmente como forma de impor uma cultura onde a criança deve respeitar e obedecer o responsável sem questionar.</p>
<p>Em seu conteúdo para as redes sociais, a influencer sempre fala do respeito enquanto uma “via de mão dupla” em que o filho merece tanto respeito quanto os pais, já que também é um indivíduo com personalidade e vivências próprias.</p>
<blockquote class="wp-block-quote"><p><strong>“É comum cobrarmos das crianças que elas se comportem como adultos. “Não pode chorar”, “não bagunce”, “as coisas são assim e pronto”. É importante lembrar que são pessoas que acabaram de chegar nesse mundo e que precisam, sim, ser ensinadas constantemente a viver nele e não podem ser culpadas por ainda não saber.”</strong></p></blockquote>
<p>Andressa também fala de como essa realidade é difícil para a mãe que muitas vezes não recebe o apoio que precisa. </p>
<blockquote class="wp-block-quote"><p><strong>“A mãe até hoje vive completamente sobrecarregada das obrigações com os filhos. A sociedade impõe que essa mulher deve se doar inteiramente para essa criança e esquece que “mãe” também é um ser humano e que possui necessidades como qualquer outro."</strong></p></blockquote>
<p>“Havendo essa rede de apoio a mãe não precisaria ter aquela imagem de guerreira, que enfrenta todas as dificuldades pelos filhos. Essas dificuldades podem ser compartilhadas e suavizadas.”</p>
<p>Entre 2020 e 2021, mais de 320 mil crianças não tiveram o nome do pai registrado em suas certidões de nascimento, de acordo com a ARPEN (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais). Andressa cita esse dado como uma forma de escancarar o problema e o quanto isso afeta mães e crianças por todo o país.</p>
<blockquote class="wp-block-quote"><p><strong>“Mesmo sabendo de todos esses problemas a sociedade ainda exige que a mãe perca sua individualidade em prol da criança. A mulher não pode reclamar, estar cansada e mesmo no fundo do poço deve estar grata e disposta.”</strong></p></blockquote>
<p>Para a profissional a imagem de “mãe guerreira” que muitas vezes é vista sendo retratada pela mídia, é apenas uma forma de romantizar o sofrimento da mulher quando o movimento correto seria a preocupação em auxiliar e humanizar esse processo que, na realidade, é tão difícil.</p>
<p><br>Andressa defende que a Educação Positiva é um caminho que ajuda a facilitar a vida de mães, pais e filhos quando é corretamente aplicada. A educadora parental aborda o tema em suas <strong><a href="https://linktr.ee/andressaeberhardt" target="_blank" rel="noreferrer noopener">principais redes sociais</a></strong> e também trabalha com mentoria voltada para o assunto.</p>
