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<p>No século XVII, entre 1613 ou 1614, ocorreu o que é considerado o primeiro assassinato por LGBTfobia no Brasil: Tibira (termo genérico tupinambá alusivo à homossexualidade) foi acusado de “sodomia”, um pecado aos olhos do fundamentalismo e da intolerância homofóbica por parte dos missionários franceses que ocupavam o estado do Maranhão na época. <br>O caso ocorreu há 410, e a vítima foi morta com um tiro de canhão. O responsável pela execução foi o superior dos missionários, o capuchinho Frei Yves D’Évreux (1577-1632), que documentou o caso no livro que escreveu posteriormente, chamado “<em>História das coisas mais memoráveis acontecidas no Maranhão nos anos de 1613-1614”.</em><br>O livro foi traduzido para a língua portuguesa no século 19 e está disponível de forma gratuita no site do Senado Federal.</p>
<p>Para o sociólogo e antropólogo Luiz Mott, recuperar os detalhes do que ocorreu é importante para mostrar a crueldade do preconceito e da homofobia. <br>“Há documentos inquestionáveis de que a pena de morte foi praticada pelos ocupantes franceses, que seguiram a mesma legislação da França que condenava à morte os sodomitas ou pela execução arbitrária de um proprietário de escravos”, disse.</p>
