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<p>Um delegado da Polícia Federal será investigado, por determinação do Ministro da Justiça Flávio Dino, após o agente ter ido à escola de seu filho e agredir o professor de história, Gabriel Barbosa Rossi, no Paraná.</p>
<p>Conforme testemunhas, ele aplicou um mata leão na vítima, empurrou, xingou e apontou uma arma para a cabeça dele. O crime aconteceu na sexta-feira, 30 de junho. </p>
<p><em>“Sobre a denúncia veiculada pelo Professor Gabriel Barbosa Rossi, no Paraná, informo que já houve o registro formal e as apurações administrativas serão procedidas na Polícia Federal, visando ao esclarecimento dos fatos e cumprimento da lei</em>”, disse o ministro em uma rede social.</p>
<p>A situação aconteceu após o filho do policial informar que foi repreendido pelo professor, após falas preconceituosas dentro de sala e manifestar gestos nazistas. </p>
<p>De acordo com O Globo, o delegado teria registrado um Boletim de Ocorrência contra o professor, e relatado que Gabriel Rossi falou que soltaria fogos de artifício com a saída do aluno da escola, e que o mesmo era racista, nazista, xenofóbico e gordofóbico, atributos que o pai nega em seu filho. </p>
<p>Uma mãe e um guarda tentaram parar as agressões, mas também foram ameaçados. </p>
<p>Um levantamento feito Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 2022, aponta que 48% dos professores do Brasil sofreram agressões verbais e 5% agressões físicas. </p>
<p>Em nota, o Colégio Franciscano Nossa Senhora do Carmo, local onde aconteceram as agressões, lamentou o fato.</p>
<p>"Tal agressão é inadmissível, acima de tudo, em uma instituição de ensino, a quem cabe o mais importante dever social, que é o de educar as crianças e os jovens, preparando-os para o exercício da cidadania", afirmou a instituição.</p>
