Leia Também
<p>Um estudo realizado pelo grupo de pesquisa Netlab da Universidade Federal do Rio de Janeiro revelou que plataformas como Google, Meta, Spotify e Brasil Paralelo descumprem seus próprios termos de uso ao fazer campanha contra a PL das Fake News, o PL 2630. De acordo com o estudo, as empresas anunciam e veiculam anúncios de forma opaca, o que pode configurar abuso de poder econômico.</p>
<p>A pesquisa aponta que as plataformas estão usando todos os recursos possíveis para impedir a aprovação do projeto de lei porque a regulamentação da publicidade digital poderia afetar a arrecadação de bilhões de reais dessas empresas. Atualmente, não há regras, restrições ou obrigações de transparência no mercado de publicidade digital, deixando anunciantes e consumidores vulneráveis aos interesses econômicos das big techs.</p>
<p>Se a PL das Fake News for aprovada, as empresas teriam que se adequar às novas regras, o que poderia ameaçar suas vantagens competitivas frente aos outros meios de comunicação que também dependem de publicidade. Dessa forma, as big techs estão buscando influenciar a opinião pública e o voto dos parlamentares para manter a assimetria regulatória que existe no mercado.</p>
<p>O estudo do Netlab da UFRJ alerta para a necessidade de transparência e regulamentação no mercado de publicidade digital para garantir a proteção dos direitos dos usuários e a livre concorrência. As empresas devem cumprir seus próprios termos de uso e se adequar às leis que visam proteger a sociedade de práticas abusivas e antiéticas.</p>
<p>Acesso ao estudo <a href="https://uploads.strikinglycdn.com/files/2cab203d-e44d-423e-b4e9-2a13cf44432e/A guerra das plataformas contra o PL 2630 - NetLab UFRJ, Abril 2023.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
