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A Polícia Federal (PF) divulgou informações alarmantes sobre uma extensa operação de espionagem ilegal durante o governo de Jair Bolsonaro. O diretor-geral da PF, Andrei Passos, revelou que aproximadamente 30 mil brasileiros foram monitorados de maneira clandestina pela Agência Brasileira de Informações (Abin).
Nesta quinta-feira (25), a PF realizou buscas contra o ex-diretor da Abin e atual deputado federal Alexandre Ramagem, além de outros suspeitos envolvidos na alegada espionagem ilegal. A investigação destaca o uso de um software israelense chamado FirstMile, e os dados coletados por meio desse monitoramento eram armazenados fora do país.
Andrei Passos explicou que o software permitia o rastreamento por meio da invasão de dispositivos móveis, indo além do monitoramento tradicional de antenas. Isso possibilitava não apenas o acompanhamento da localização das pessoas monitoradas, mas também a identificação de encontros entre elas.
Os alvos dessa espionagem ilegal, de acordo com as investigações, eram predominantemente pessoas em posição contrária ao governo anterior, incluindo juízes, políticos, professores, jornalistas e sindicalistas. Os dados obtidos eram armazenados em nuvens em Israel, uma vez que a empresa responsável pelo software é israelense.
