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<p>Uma <a href="https://drive.google.com/file/d/1XTkJIuqnHOFLZs-cflALFrCUvWXLL9j0/view?pli=1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pesquisa</a> feita no Rio Grande do Sul pelo Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crimes (UNODC) revelou as características que mais chamam atenção dos policiais para uma abordagem. Os maiores índices são pessoas negras, seguido por jovens e tatuados, já a menor pontuação do gráfico aponta para “parecer estar vendendo droga”.</p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://diariodacapital.com/wp-content/uploads/2023/07/IMAGEM-1.png" alt="" class="wp-image-25805"/></figure>
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<p>A pesquisa foi feita em 2020 com 113 agentes, e divulgada em 2023, com o objetivo de mapear as percepções tanto da Brigada Militar (BM) quanto da Polícia Civil (PC), que atuam nos territórios atendidos pelo Programa de Oportunidades e Direitos (POD), no Rio Grande do Sul.</p>
<p>Além do problema evidente que é o resultado da pesquisa, está a forma como o UNODC tratou de forma amena o assunto, desde a capa, que mostra a ilustração de um garoto de mãos dadas com uma policial negra, ao designer “divertido” e “infantil” aplicado em toda a cartilha.</p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://diariodacapital.com/wp-content/uploads/2023/07/IMAGEM-2.png" alt="" class="wp-image-25806"/></figure>
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<p>Sobre o gráfico, a UNODC ainda acrescentou o seguinte texto: “a resposta é, ao mesmo tempo, um indicativo evidente da importância dos processos formativos empreendidos pelo Programa desde 2016 junto às polícias sobre abordagem e policiamento comunitário, direitos humanos e integração comunitária, assim como sinaliza a perpetuação dos desafios, em termos de cultura organizacional, para a efetiva prestação do serviço público de segurança com base na proteção integral dos direitos da população, independente da sua condição social e identitária, como preconizam a Constituição Federal, as leis brasileiras e as melhores práticas internacionais.”</p>
<p>Em contrapartida, a pesquisa também entrevistou alguns jovens assistidos por Centros de Juventudes, com objetivo de focar nas narrativas, e coletou os seguintes depoimentos:</p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://diariodacapital.com/wp-content/uploads/2023/07/IMAGEM-3.png" alt="" class="wp-image-25807"/></figure>
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<p>“Para fazer frente a esses desafios, o UNODC recomendou e acompanhou uma série de medidas adotadas pelo Estado, nos marcos do Programa de Oportunidades e Direitos (POD), as quais buscaram aproximar e aprimorar o relacionamento entre as polícias e as comunidades beneficiadas pelo Programa de que são exemplos: a realização de cursos de formação integrando forças policiais, perícia criminal e Guardas Municipais com as comunidades; protótipo de estratégias integradas de policiamento comunitário junto aos CJ’s; diálogos com os comandos locais e territoriais das polícias acerca da relevância do POD para o fortalecimento dos vínculos comunitários com as polícias; aperfeiçoamento dos mecanismos de gestão do conhecimento e da informação criminal em geral e do uso da força”, diz o texto.</p>
<p>A cartilha finaliza mostrando a queda do índice de violência na região, entre 2015 e 2020, além de um gráfico com mortes de civis decorrentes de ações policiais.</p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://diariodacapital.com/wp-content/uploads/2023/07/IMAGEM-4.png" alt="" class="wp-image-25808"/></figure>
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