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Mulher é presa após atirar em policiais durante operação contra grupos neonazistas

Operação coordenada pela Polícia Civil abrange 11 municípios de quatro estados brasileiros.

Escrito por
Thiago Freire
July 11, 2023
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<p>Uma mulher foi presa em flagrante após atirar em policiais civis durante uma operação contra grupos neonazistas na manhã desta terça-feira. A suspeita, moradora de Nova Petrópolis, cidade localizada no Rio Grande do Sul, é casada com um investigado e foi detida pelos crimes de resistência e disparo de arma de fogo. A operação abrangeu 11 municípios nos estados de São Paoulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.</p>

<p>Os disparos ocorreram no momento em que os policiais chegaram à residência alvo de mandado de busca e apreensão. No local, foram apreendidas duas armas de fogo, munições e uma grande quantidade de parafernália relacionada ao nazismo.</p>

<p>De acordo com a polícia, todos os alvos da operação são investigados por associação criminosa, apologia ao nazismo, racismo e, em alguns casos, porte ilegal de armas de fogo.</p>

<p>No total, a operação coordenada pela Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu 15 mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira. Os alvos estavam localizados nas cidades de Florianópolis, Blumenau, Joinville e Curitibanos em Santa Catarina; Praia Grande em São Paulo; Curitiba, Maringá e Marialva no Paraná; e Nova Petrópolis e Passo Fundo no Rio Grande do Sul.</p>

<p>Outro investigado foi preso em flagrante na cidade de Maringá, no Paraná, por posse irregular de arma de fogo. Na residência do indivíduo, os policiais apreenderam uma espingarda calibre 12 GA, munições, material nazista e dispositivos eletrônicos.</p>

<p>Em Passo Fundo, um mandado de busca e apreensão foi cumprido em uma estamparia. No estabelecimento, eram produzidas camisetas com símbolos nazistas e supremacistas brancos. Os produtos foram recolhidos, assim como as matrizes usadas na confecção das roupas.</p>

<p>"O suspeito tinha um histórico de skinhead e realizava essa fabricação em sua própria casa. Ele também possuía antecedentes criminais, mas nada que chamasse a atenção da investigação", comentou o delegado da operação.</p>

<p>Além do material neonazista, a operação também resultou na apreensão de computadores e celulares pertencentes aos investigados. Esses dispositivos serão analisados e poderão direcionar as próximas etapas da investigação, conforme explicou o delegado:</p>

<p>"Um dos objetivos era apreender parafernália nazista, mas o outro era a apreensão de equipamentos computacionais. A nova fase da investigação seguirá na análise dos dados extraídos dos computadores".</p>

<p>A operação, denominada "Gun Project", teve seus mandados judiciais expedidos com base em uma investigação iniciada no ano passado, quando a Polícia Civil deflagrou uma operação contra uma célula neonazista em Santa Catarina. Em outubro de 2022, seis suspeitos foram presos em Florianópolis, São José, Joinville, Maravilha e São Miguel do Oeste.</p>

<p>Os membros dessa célula neonazista costumavam se reunir em um sítio e utilizavam coletes e réplicas de uniformes nazistas para realizar treinamentos com armas e discutir ideias antissemitas.</p>

<p>O grupo já havia sido alvo de uma operação anterior em abril do ano passado, quando uma impressora 3D utilizada para a fabricação caseira de armas de fogo foi apreendida.</p>

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