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Nesta quarta-feira (25), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu autorização para a inclusão do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro em inquéritos que estão em tramitação na Corte. Com essa decisão, o documento será compartilhado com investigações relacionadas à disseminação de fake news e à atuação de milícias digitais durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, além do inquérito que apura casos de espionagem ilegal por servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
O relatório final da CPMI, aprovado na semana passada, marcou o encerramento dos trabalhos da comissão e indiciou 61 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse extenso documento contém 1,3 mil páginas e 7 terabytes de arquivos digitais, que incluem imagens, vídeos e diversos documentos que fundamentaram os indiciamentos.
Cópias do relatório também foram entregues a instituições como a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Polícia Federal. A decisão do ministro Alexandre de Moraes permite que as informações contidas no relatório sejam utilizadas como parte das investigações em curso relacionadas a fake news, milícias digitais e espionagem ilegal, marcando um passo importante no esclarecimento dos fatos e na apuração das responsabilidades.
