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<p>Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram reprimidos com truculência pela Polícia Militar (PM) nesta quarta-feira (8) enquanto protestavam do lado de fora da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). </p>
<p>O protesto foi organizado pela Frente Feminista, que participava do ato "Marcha Pela Vida das Mulheres", em alusão ao Dia Internacional de Luta das Mulheres. De acordo com o MST, o protesto também era favorável a um Projeto de Lei que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos, prática responsável pela contaminação de lavouras e de produtores da agricultura familiar.</p>
<p>O confronto se iniciou após a escadaria de entrada ser totalmente ocupada por manifestantes. Uma confusão tomou conta do lugar, até que seguranças da Alepa usaram spray de pimenta para reprimir o grupo que tentava entrar na Alepa. Agentes da Polícia Militar e o Batalhão de Choque também tinham sido acionados para o local.</p>
<p>Uma manifestante que estava com uma criança de colo passou mal, e teve convulsões. Ela é uma camponesa do município de Benevides e foi até Belém para os atos do MST. A mulher foi levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O estado de saúde dela ainda não foi informado.</p>
<p>"Os manifestantes estavam subindo a escada para fazer uma foto, e tentar acompanhar a sessão, mas os policiais começaram a avançar de forma bem truculenta, e as pessoas recuaram. Nisso, a moça caiu, bateu a cabeça e acabou convulsionando. Mas ela foi atendida", diz testemunha.</p>
<p>Em nota, o MST configurou o ocorrido do Pará como "emblemático" e afirmou que a PM agiu sob ordens do presidente da Casa, deputado Chicão (MDB). E informou que os casos de repressão policial vêm sendo registrados em estados como Rio Grande do Sul e Piauí.</p>
