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<p>Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, informou nesta terça-feira (18) que, em apenas 10 dias de operação, 225 pessoas foram presas ou apreendidas, no caso de menores de idade, em investigações relacionadas a ameaças de ataques em escolas. Ao todo, 1.224 casos estão sendo investigados e cerca de 756 perfis já foram removidos das redes sociais por promoção do ódio.</p>
<p>Durante uma reunião no Palácio do Planalto, que contou com a presença de chefes de poderes, parlamentares e ministros, Dino afirmou que os ataques às escolas são estimulados por "uma rede criminosa" e que os números mostram que não se trata de casos isolados, mas de uma "epidemia".</p>
<p>Desde o ataque a uma escola em Blumenau (SC), que matou quatro crianças no dia 5 de abril, o governo criou um sistema para receber denúncias. Segundo o ministro, 7.473 denúncias chegaram ao canal no período, e ele comemorou que o ritmo de novos alertas tenha caído nos últimos dias.</p>
<p>De acordo com o balanço do ministro, foram contabilizados 1.595 boletins de ocorrência relacionados ao tema em todo o Brasil, com 694 adolescentes sendo intimados a prestar depoimento.</p>
<p>Para combater essa onda de violência nas escolas, o responsável pela pasta da Educação, Camilo Santana, anunciou o repasse de recursos a escolas e o lançamento de um edital para a formação continuada de professores, com participação em universidades, além de uma parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para atividades de justiça restaurativa nas instituições – quando vítima e agressor participam da resolução do conflito, com ajuda de um facilitador.</p>
<p>Segundo Dino, é importante que o trabalho continue e que haja a intensificação da mobilização com os comitês estaduais de segurança nas escolas. A questão da violência nas escolas é preocupante e deve ser enfrentada com ações concretas e coordenadas, envolvendo diferentes esferas de poder e a sociedade como um todo.</p>
