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<p>Lideranças religiosas de igrejas católicas e evangélicas foram à Câmara dos Deputados, na manhã desta terça-feira (2), para protestar a favor do Projeto de Lei n° 2630, o PL das Fake News. O encontro, promovido por meio de coletiva de imprensa do deputado federal Henrique Vieira (PSOL-RJ), contou com discussões entre o autor do evento e deputados bolsonaristas no Salão Verde.</p>
<p>O Projeto de Lei tem causado controvérsias por parte de lideranças cristãs, como a Frente Parlamentar Evangélica, que se posicionou contrariamente à proposta. Segundo alguns deputados, a regulamentação das redes sociais pode censurar trechos bíblicos com base nas punições vigentes contra machismo, LGBTfobia, racismo e outros tipos de crimes, que, segundo eles, já são usados por militâncias com o objetivo de censura.</p>
<p>Na contramão, o deputado Henrique Vieira afirma que o objetivo do PL das Fake News é de "promover o amor", combatendo o ódio e punindo severamente criminosos na web. Questionado sobre como esses crimes serão checados sem punir posicionamentos com ideologia cristã, o deputado afirmou que estão sendo analisadas algumas ideias para essa regulamentação.</p>
<p>Durante a coletiva de imprensa, o deputado Abílio Jacques (PL-MT), que compõe a Frente Parlamentar Evangélica da Casa, interrompeu o discurso de Henrique Vieira e disse que o político e os demais representantes cristãos estavam defendendo a censura. Na ocasião, Vieira, interrompido durante a entrevista, rebateu dizendo que mais de 70% dos cristãos brasileiros são a favor da aprovação do PL das Fakes News.</p>
<p>A declaração foi questionada pelo deputado da oposição, que acusou Vieira de promover fake news, pois o mesmo sequer citou a fonte da pesquisa informada por ele.</p>
<p>O Projeto de Lei está previsto de ser votado ainda nesta tarde e o debate em torno da regulamentação das redes sociais promete ser acalorado e repleto de polêmicas.</p>
