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<p>A Justiça de São Paulo decidiu pela penhora de um templo da Igreja Mundial do Poder de Deus localizado em Santo Amaro, na cidade de São Paulo. O imóvel, avaliado em R$ 260 milhões, é um dos maiores templos do país, com capacidade para 20 mil pessoas e uma área construída de 46,9 mil metros quadrados. Atualmente, o templo está desocupado devido à crise financeira enfrentada pela igreja.</p>
<p>A decisão de penhorar o templo foi tomada pelo juiz Diogo Volpe Gonçalves Soares em um processo no qual a igreja foi condenada a pagar uma dívida de aproximadamente R$ 881 mil em aluguéis não pagos de um templo em Ubatuba, no litoral paulista.</p>
<p>Esse valor inclui multa, juros e correção monetária. A Mundial alugou o imóvel em Ubatuba em 2009, mas parou de efetuar os pagamentos acordados a partir de outubro de 2017. A igreja não negou a dívida, mas alegou ser uma organização religiosa sem fins lucrativos, mantida exclusivamente por meio de dízimos e doações. Alegou também que suas despesas consomem toda a sua renda e que enfrenta mais de 1.000 ações judiciais devido a uma "dívida astronômica".</p>
<p>A Mundial foi condenada em primeira e segunda instâncias, e o processo transitou em julgado, ou seja, não há mais possibilidade de recurso, exceto para questionar os cálculos de correção da dívida.</p>
<p>A penhora do templo foi determinada como uma medida para tentar garantir o pagamento de aproximadamente R$ 70 mil em honorários advocatícios para o advogado que representou a professora proprietária do imóvel em Ubatuba. Em março, o juiz havia ordenado a penhora dos dízimos pagos pelos fiéis na sede da igreja em Ubatuba, mas a decisão foi revogada devido à baixa frequência e arrecadação declaradas pela igreja. Agora, o templo em Santo Amaro, que pode ser leiloado, foi designado como substituto para a penhora.</p>
<p>Vale ressaltar que este mesmo imóvel já foi colocado em leilão em outros processos judiciais, mas a igreja conseguiu suspender o procedimento de venda através de acordos com os credores. O valor de R$ 260 milhões para o templo foi estabelecido pela CJR Engenharia, em um laudo imobiliário encomendado pela própria igreja.</p>