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Duas em cada dez mulheres pretas que fazem tratamento de câncer de mama se sentem discriminadas

43% dessas mulheres não retornaram ao trabalho após o diagnóstico

Escrito por
Letícia Misna
June 23, 2023
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<p>De acordo com dados de um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Rio de Janeiro (SBM-Rio), duas em cada dez mulheres pretas e pardas que fazem tratamento de câncer de mama se sentem discriminadas por sua raça ou etnia.</p>

<p>A pesquisa avalia preconceito ou discriminação sofridos durante o tratamento nos sistemas públicos e privados do estado do Rio de Janeiro. Das 200 mulheres entrevistadas, 40% se consideram pretas ou pardas, e entre elas, 20% relataram ter enfrentado algum tipo de situação discriminatória, e 10% disseram não ter certeza.</p>

<p>“São mulheres na faixa etária de maior risco, entre 45 anos e 65 anos. E a gente teve, infelizmente, essa surpresa de ver, nos dias de hoje, esse sentimento por parte dessas mulheres que já estão sofrendo uma situação tão difícil, tão complicada, principalmente se a gente pensar em sistema público, com toda dificuldade de tratamento, e ainda têm que sofrer com esse racismo estrutural”, disse a presidente da SBM-Rio e do Instituto Nosso Papo Rosa, doutora Maria Júlia Calas.</p>

<p>O estudo também abordou autoestima, e o resultado mostrou que 40% viu esse fator como uma barreira para seguir o tratamento, 30% deixaram o convívio social e 25% pararam de praticar atividade física. 10% também se separaram ou foram abandonadas, e 43% das mulheres pretas e pardas não retornaram ao trabalho após o diagnóstico.</p>

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