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A criação de empregos formais caiu em setembro, com a abertura de 211.764 postos de trabalho com carteira assinada no Brasil. Esse número representa uma queda de 23,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando 278.023 empregos foram criados. Esses dados foram divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.
Nos primeiros nove meses do ano, foram criadas 1.599.918 vagas de emprego. No entanto, esse resultado é 26,6% mais baixo do que no mesmo período do ano anterior. A comparação considera os dados com ajustes, que registram declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retificam dados de meses anteriores. A mudança na metodologia do Caged impossibilita a comparação com anos anteriores a 2020.
Apesar da desaceleração em setembro, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, manteve a projeção de criação de 2 milhões de postos de trabalho neste ano. No entanto, ele não descartou a possibilidade de que o número fique em 1,9 milhão.
Todos os cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Os serviços lideraram com a abertura de 98.206 postos, seguidos pelo comércio (43.465), indústria (43.214), construção civil (20.941), e agropecuária (5.942).
Na divisão por ramos de atividade, os serviços de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas foram os que mais contribuíram para a criação de empregos com 41.724 postos. A indústria de transformação contratou 41.952 trabalhadores a mais do que demitiu. Todas as cinco regiões do Brasil registraram criação de empregos formais em setembro, lideradas pelo Sudeste com 82.350 postos a mais. Todas as 27 unidades da Federação registraram saldo positivo na criação de empregos, com São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro liderando os números.
