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O presidente do Banco Central do Brasil (BC), Roberto Campos Neto, reforçou a importância de combater crimes cometidos por meio do sistema Pix, como sequestros relâmpagos, destacando a necessidade de coibir o uso de contas fantasmas e de aluguel por criminosos. Ele fez essas declarações durante uma palestra no evento Brazil Payments Forum, promovido pelo Banco J.P. Morgan na capital paulista.
Campos Neto ressaltou que o Banco Central precisa concentrar seus esforços na luta contra contas fantasmas e de aluguel, pois, em tese, se essas contas não existissem, as fraudes no Pix seriam mais facilmente rastreáveis. Ele enfatizou a importância de aprimorar os procedimentos de controle na abertura de novas contas bancárias para dificultar a ação de laranjas.
O presidente do BC relatou que testou a fragilidade do sistema bancário ao abrir uma conta e ressaltou que é importante aperfeiçoar a forma como as pessoas podem abrir contas, pois, atualmente, a abertura é considerada muito fácil. Ele mencionou que chegou a fazer uma experiência com uma foto em que diminuiu a qualidade da imagem e conseguiu abrir uma conta bancária com sucesso.
Dados de dezembro de 2022 do Banco Central mostram que o sistema Pix é amplamente utilizado no Brasil, com 133 milhões de pessoas e 11,9 milhões de empresas realizando transações. O valor médio das transações entre pessoas físicas é de R$ 257.
A segurança financeira e o combate às fraudes são questões prioritárias para o Banco Central, visando aprimorar a confiabilidade do sistema Pix e garantir a proteção dos usuários.
*Este conteúdo foi baseado nas declarações de Roberto Campos Neto durante o evento Brazil Payments Forum e informações do Banco Central do Brasil.
