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Brasil estipula fim da comercialização de lâmpadas fluorescentes até 2025

A medida tem o objetivo de cumprir a meta estabelecida na Conferência das Partes (COP) em 2022.

Escrito por
Rhyvia Araujo
June 23, 2023
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<p>Em comprometimento à meta estabelecida na Conferência das Partes (COP) da Convenção de Minamata em 2022, o Brasil deve passar a não comercializar lâmpadas fluorescentes até 2025. A ideia é que elas sejam substituídas por lâmpadas de led, que consomem menos energia e não contêm metais pesados.</p>

<p>As lâmpadas fluorescentes surgiram para substituir as antigas incandescentes, com a promessa de serem mais econômicas e duráveis, e não emitirem calor, no entanto elas contêm mercúrio na composição, um metal altamente tóxico e prejudicial à saúde humana. De acordo com a bióloga Alexandra Penedo, o mercúrio pode causar problemas neuromotores, neurológicos e prejudica o desenvolvimento do feto na gestação.</p>

<p>“Nos seres humanos, ele [mercúrio] pode causar ataxia, problemas neuromotores, neurológicos, ele é teratogênico [organismo que, estando presente durante a gestação, produz uma alteração no desenvolvimento], na formação dos fetos, ele é bastante tóxico quando ligado à questão neurológica e pode chegar até a morte”, explica a bióloga Alexandra Penedo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</p>

<p>A reciclagem é uma ferramenta poderosa, mas conforme apontam as estatísticas ainda é insuficiente. Segundo a Associação Brasileira para a Gestão da Logística Reversa de Produtos de Iluminação (Reciclus), foram recicladas nos últimos seis anos no país 33 milhões de lâmpadas fluorescentes, cerca de 5 milhões por ano, número bem inferior ao total que chega anualmente. Em 2022, foram importados 12 milhões de lâmpadas.</p>

<p>“O desafio é muito grande porque as pessoas precisam se conscientizar de que existem diversos resíduos que são prejudiciais ao meio ambiente. E o meio ambiente já vem sofrendo as consequências por meio de desastres naturais. Aquele resíduo que a gente joga em um lugar que não é o correto, ele traz uma consequência para o mundo”, aponta Camilla Horizonte, gerente de operações da Reciclus.</p>

<p>Na reciclagem, os componentes são separados: vidro, metais e pó fosfórico podem ser reutilizados. Já o mercúrio é extraído por estas tubulações conectadas a um filtro de carvão, que depois é destinado a um aterro sanitário especial.</p>

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