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<p>Mesmo com críticas de toda a cúpula do governo federal, de setores da economia e analistas internacionais, o Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano durante reunião do Conselho de Política Monetária nesta quarta-feira, 22. Este é o maior nível desde dezembro de 2016.</p>
<p>A última vez que o BC mexeu na taxa básica de juros foi em agosto de 2022, quando aumentou de 13,25% para o patamar atual. No comunicado, a autoridade monetária não descartou a possibilidade de aumento na Selic.</p>
<p>“<em>Considerando a incerteza ao redor de seus cenários, o Comitê segue vigilante, avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período prolongado será capaz de assegurar a convergência da inflação</em>”, pontua.</p>
<p>O Copom informou ainda ter tomado a decisão ao considerar “os cenários avaliados, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis”. Na sequência, o documento passa a adotar um tom mais duro ao projetar os próximos encontros do Comitê.</p>
<p>Às vésperas da reunião do Copom, o presidente Lula voltou a fazer críticas ao presidente do órgão, Roberto Campos Neto. Ele acusou o executivo de não respeitar a lei que concedeu autonomia ao banco e afirmou que não vê crise de demanda que justifique a manutenção da taxa em 13,75%.</p>
<p>Durante a semana, a taxa de juros foi criticada por diversos setores, pelo governo e por economistas, inclusive, ganhadores do prêmio Nobel de economia.</p>
