O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou na noite de domingo (7) a inclusão do empresário Elon Musk, dono da rede social X (antigo Twitter), como investigado no inquérito que apura a existência de milícias digitais antidemocráticas e seu financiamento.
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Moraes também decidiu que a rede social X deve abster-se de desobedecer qualquer ordem judicial já proferida pelo STF ou pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A medida se justifica, segundo Moraes, pela "dolosa instrumentalização criminosa" da rede, em conexão com os fatos investigados nos inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos.
Elon Musk fez uma série de posts ao longo deste fim de semana relacionados ao Brasil, afirmando que estava "levantando restrições" impostas por decisão judicial de sua rede. Ele também defendeu que Moraes deveria renunciar ou sofrer impeachment. Até o momento, não há indicação de que o X tenha descumprido alguma ordem.
O episódio inflamou a base bolsonarista nas redes sociais. Sem fazer referência às declarações de Musk ou a Moraes, o ex-presidente Jair Bolsonaro publicou um vídeo de um evento de 2022 em que está ao lado do empresário, chamando-o de "o mito da nossa liberdade".
No sábado (6), Bolsonaro divulgou a convocação para um ato no Rio de Janeiro no dia 21 de abril, dando continuidade a um evento que aconteceu em São Paulo, em 25 de fevereiro.
