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Wilson Lima diz que professores são massa de manobra

Sinteam diz que Wilson tenta jogar o professor contra a população

Escrito por
Letícia Misna
May 31, 2023
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<p><em>“A educação é um instrumento transformador. Foi a educação que me salvou e me fez ser o que eu sou hoje: Governador do Estado do Amazonas”, </em>Wilson Lima, 01/05/2023.</p>

<p><br>No início da tarde desta quinta (01), o governador do Amazonas, Wilson Lima, fez uma coletiva de imprensa para dar um parecer oficial sobre a greve dos professores, que ocorre em todo o estado desde o dia 17 de maio. Entre as decisões tomadas, Wilson revelou que a única saída viável é o aumento salarial de 8%, visto que o governo não tem orçamento suficiente para os 25% reivindicados.</p>

<p>A proposta é repassar os 8%, referentes à data-base de 2022, de forma imediata, e ainda 11% para 2023 e 4,19% apenas em maio de 2024. “Eu gostaria de estar anunciando o valor de 25%, mas não tem recurso pra isso”, disse Lima. </p>

<p>Em contrapartida, ele acatou a progressão por titularidade, que aumenta a remuneração de professores que têm títulos além da graduação, como mestrado e doutorado. “Eu entendo a necessidade da gente valorizar cada vez mais o professor. E como vocês têm acompanhado, há um movimento do sindicato dos professores pedindo reajustes e nós sempre estivemos abertos ao diálogo. Na pandemia a gente conseguiu superar muita coisa através do diálogo”, salientou o Governador.</p>

<p>Wilson destacou ainda que o Amazonas tem o piso salarial 7,4% maior que o nacional e que paga o maior abono Fundeb da história. Disse ainda que o auxílio alimentação já foi ajustado duas vezes desde que ele assumiu, e que o salário do professor no Amazonas estará agora entre os 10 melhores do Brasil.</p>

<p>Destacou também que o servidor público de educação do Amazonas é o único que tem plano privado de saúde, diferente dos outros estados da federação.</p>

<h2><strong>MASSA DE MANOBRA?</strong></h2>

<p>Wilson Lima acusou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) de usar os professores como massa de manobra política. De acordo com o Governador, os representantes do Sindicato têm usado a greve para ganhar mais tempo de mídia, visando as eleições de 2024. “A gente não pode prejudicar os alunos. Esse tipo de coisa eu não vou permitir que aconteça.”</p>

<p>Questionado sobre a força policial usada durante as manifestações dos profissionais da educação, ele afirmou que não houve agressão física ou intimidação por parte dos agentes de segurança, e que os policiais estavam agindo em prol de resguardar o patrimônio do governo.</p>

<h2><strong>BENEFÍCIOS CONCEDIDOS</strong></h2>

<ul><li>8% de reajuste de data-base referente a 2022;</li><li>O salário base passa a ser de R$ 5.129,16; </li><li>Projeto de Lei para secretarias de escola enviado com urgência à Assembleia Legislativa;</li><li>Progressão vertical por titularidade;</li><li>Devolução dos descontos das faltas.</li></ul>

<p>O Governador disse que agora está analisando como fazer a reposição das aulas perdidas pelos alunos, e que já autorizou a contratação de profissionais do cadastro reserva. Ele garantiu que os professores que retornarem à sala de aula a partir da próxima segunda-feira terão uma folha complementar para pagamento de descontos feitos. </p>

<h2><strong>O QUE DIZ O SINTEAM</strong></h2>

<p>De acordo com a presidente do Sinteam, Ana Cristina, o governo falta com a verdade, pois em reunião ocorrida no dia anterior, em 31 de maio, entre políticos e líderes do Sindicato, o acordado foi outro.</p>

<p>“Chegamos a um acordo de que iríamos levar para a categoria a proposta de 15,19%, que é a inflação dos dois últimos anos, e mais outros ganhos. Infelizmente na manhã de hoje muda tudo. Porque o Governador do Estado usa de sua prerrogativa de Governador, trabalha com inverdades e tenta jogar a população contra os trabalhadores em educação. Infelizmente para a categoria é uma revolta muito grande. É preciso também que os deputados que estavam lá, como a deputada Débora Menezes, deputada Joana Darc, deputado João Luiz, deputado Rozenha, deputado Cabo Maciel e o líder do governo estejam também se pronunciando. Porque quem está faltando com a verdade não são os trabalhadores, quem está faltando com a verdade é o nosso empregador, e prejudicando os trabalhadores em educação. Quem está realmente preocupado com a merenda dos alunos não compra conserva para dar para os nossos filhos”, desabafou a líder.</p>

<p>Ana Cristina disse ainda que “mais uma vez se comprova que não podem confiar no Governo do Estado, e que os trabalhadores da educação serão mais uma vez prejudicados, tendo nos seus salários menos poder de compra e menos qualidade de vida para suas famílias”.</p>

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