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Com unidades hospitalares em funcionamento irregular, além de salários de terceirizados em atraso, o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), atribuiu o caos na saúde pública à falta de recursos em caixa, gerada pela queda na arrecadação. Segundo ele, houve “uma frustração de receita" de R$ 1 bilhão.
Lima ainda evidenciou que esses impasses na saúde são um “problema histórico” do Amazonas, mas, apesar de admitir os entraves, destacou que até o momento houve avanços no setor. As declarações foram dadas durante a leitura da Mensagem Governamental Anual na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Wilson Lima iniciou o discurso afirmando que o assunto Saúde “é muito difícil para o Estado do Amazonas".
Ao apontar os fatores que levaram às falhas no setor, o governador indiretamente admitiu que há pagamentos de terceirizados pendentes. Apesar de não afirmar quando o problema será solucionado, Wilson Lima ressaltou que “todos os dias” está realizando reuniões com as equipes da Saúde.
“Nos últimos meses tivemos uma queda drástica na arrecadação do Estado, e isso naturalmente comprometeu o pagamento de alguns serviços e todos os dias a gente tem trabalhado, inclusive estive ontem tratando com a equipe de saúde, hoje fui tratar mais uma vez com a equipe pra gente dirimir esses problemas”, disse.
Durante o discurso, o governador ainda pontuou que não tem receios de falar sobre o assunto. Segundo ele, a questão da crise na saúde já é antiga. “Esse é um problema que não acontece só esse ano, não aconteceu só no meu primeiro mandato. E eu não tenho o menor problema de falar”, elencou.
Em uma rara exposição sobre o tema, Lima concluiu o discurso destacando avanços na saúde. Ele alegou que houve evoluções como o transplante coclear e renais, feitos pela primeira vez. Além dos investimentos no interior como na implantação de Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
