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<p>No Amazonas, dois pontos de atendimento para vítimas de tráfico humano e para os migrantes são coordenados pela Gerência de Migração, Refúgio, Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo (GMIG) da Sejusc.</p>
<p>Por estarem em pontos estratégicos de entrada e saída de pessoas do Estado e do país, oferecem apoio técnico, acolhimento, orientações e encaminhamentos para órgãos federais no enfrentamento deste tema. Os pontos auxiliam no trabalho de prevenção e conscientização das pessoas</p>
<p>A esperança de conseguir um emprego ou ameaças às vítimas são fatores recorrentes para o tráfico de pessoas e migrações entre países, conforme levantamento da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), que dispõe do Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM), localizado no aeroporto, e o Posto de Recepção e Apoio (PRA), bairro da Paz, zona centro-oeste de Manaus.</p>
<p><strong>Como funcionam:</strong></p>
<p>As vítimas, normalmente, são identificadas nos aeroportos ou locais de viagem, assim, os procedimentos ocorrem por meio das companhias aéreas, o Tribunal de Justiça da Infância e da Juventude, Polícia Civil, Polícia Federal, entre outros em todo o país. Após a identificação, as vítimas realizam o protocolo de atendimento nas unidades dos Postos, são orientadas de acordo com sua necessidade, como abrigo, alimentação, local de descanso, Registro Geral (RG), entre outros, e encaminhadas para demais órgãos da rede de proteção.</p>
<p>Em 2022, mais de 900 migrantes e refugiados foram atendidos nos dois postos.</p>
<p>O assistente técnico do PAAHM, Maurílio Brasil, diz que o tráfico de pessoas é o segundo crime de negócio ilícito mais rentável no mundo, atrás apenas da comercialização de drogas. Por isso, a necessidade dos postos e de reforçar a discussão do tema na sociedade.</p>
<p>“Nós temos toda uma rede para auxiliar os migrantes e as vítimas no local, nossa maior importância aqui é trabalhar com a dignidade da pessoa, acolher e encaminhar para os demais órgãos competentes. Nós ainda orientamos e enfatizamos a todos que as pessoas devem estar atentas às redes sociais e saber sobre o tema para não serem vítimas”, disse Maurílio.</p>
