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<p>A sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus na manhã desta quarta-feira, 20, ficou marcada pelo atrito entre os vereadores Gilmar Nascimento (Sem Partido) e Rodrigo Guedes (Podemos), que em dado momento, alteraram os ânimos. Guedes, que faz parte da oposição ao prefeito David Almeida (Avante), afirmou que o festival folclórico do Centro Social Urbano (CSU) do Parque Dez gera um gasto público milionário, mas obtém lucro privado. O vereador disse ainda que irá apresentar uma representação ao Ministério Público (MPAM).</p>
<p>O atrito teve início quando Rodrigo Guedes afirmou que a exploração da área verde do CSU para estacionamento, é de conhecimento de Gilmar Nascimento. De acordo com a representação, ex-funcionários do vereador Gilmar Nascimento estão por trás de um suposto esquema de enriquecimento ilícito envolvendo o evento.</p>
<p>Segundo Guedes, o ex-funcionário de Gilmar Nascimento é o próprio coordenador do CSU, identificado como Derval do Santos. Atualmente, Derval possui um cargo comissionado na Casa Civil da Prefeitura de Manaus com salário mensal de R$ 3.746,70. Vale lembrar que o coordenador assumiu publicamente que autorizou a destruição de parte do muro e gradil do Complexo.</p>
<p>A representação mostra ainda que os comerciantes interessados em alugar barracas no festival precisam pagar valores que variam de R$ 2.200,00 a R$ 4.500,00. Os comerciantes pagam esses valores para um homem identificado como Syndean Barros Brasil Marques, assessor de Gilmar Nascimento na CMM, e recebe o salário mensal de R$ 6.399,89.</p>
<p>Outro envolvido no caso é o empresário Francisco Emerson Menezes de Almeida, dono da empresa Arsenal Produções. A relação ocorre porque a empresa chegou a receber R$ 1.008.900,00 da Fundação Municipal de Turismo para fornecer os equipamentos de som usados no festival. O documento contém prints que provam que Almeida também estaria recebendo transferências via PIX, – valores cobrados dos comerciantes por “cessão de espaço” nas dependências do CSU.</p>
<p>Em resposta, Nascimento afirmou que o vereador Rodrigo Guedes não tem conhecimento da causa por completo. “Não sei onde o senhor vive, vereador, porque para o senhor ninguém presta. Todo mundo é desonesto, as pessoas prestam vereador”, afirmou o vereador Gilmar Nascimento. Gilmar disse que cresceu no Parque 10, e que acompanha e apoia o festival todos os anos e nunca viu Rodrigo Guedes ir lá amarrar uma bandeirinha.</p>
<p>A discussão ocorre quatro dias após o muro do Centro de Centro Social Urbano (CSU) do Parque Dez ser destruído para possibilitar a entrada de veículos e cobrança de estacionamento. O vandalismo aconteceu no último sábado, 17.</p>
<p>Na segunda-feira, 19, a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) informou que iria apurar a autoria da demolição feita sem autorização do poder público municipal.</p>