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<p>Neste domingo, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria a favor do recebimento das denúncias contra mais 250 acusados de participação nos atos golpistas de 8 de janeiro. O dia foi marcado pela invasão e depredação da sede dos Três Poderes. Foram atingidos o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o próprio STF.</p>
<p>Com a manifestação do voto eletrônico do ministro Gilmar Mendes, o placar ficou em 6 a 1. Ele acompanhou o voto do relator dos processos, ministro Alexandre de Moraes, para tornar réus os denunciados. Seguiram também o voto do relator, aceitando as acusações, os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Rosa Weber.</p>
<p>O único voto contrário foi o de André Mendonça, que rejeitou a denúncia contra 200 pessoas, mas votou pela aceitação contra outras 50. Mendonça não incluiu os acusados que foram presos um dia após o ocorrido, quando estavam acampados no Quartel-General do Exército. Ainda faltam votar Luís Roberto Barroso, Nunes Marques e Luiz Fux. Devido à aposentadoria de Ricardo Lewandowski, a Corte não conta com o voto do 11° ministro.</p>
<p>O julgamento começou na última quarta-feira, 3, e segue até segunda-feira, 8, no plenário virtual do STF, modalidade em que os ministros depositam seus votos eletronicamente, sem deliberação presencial.</p>
<p>Agora, com o terceiro grupo de investigados, o número de réus sobe para 550, de um total de 1.390 denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Pesam contra eles acusações de crimes, como: associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de estado, dano qualificado, incitação ao crime e deterioração de patrimônio tombado.</p>
<h2>Quarto grupo de investigados</h2>
<p>O julgamento do quarto grupo, com 250 denunciados, foi marcado para a semana que vem. Se a maioria dos ministros aceitar as denúncias, os acusados passarão a responder a uma ação penal e também se tornarão réus no processo.</p>
<p>Depois, o STF julgará se condena ou absolve os acusados, o que não tem prazo para ocorrer. No dia 5, o ministro Alexandre de Moraes mandou soltar 40 pessoas. Com isso, dos 1,4 mil detidos inicialmente, permanecem presas 253 pessoas (67 mulheres e 186 homens).</p>
