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Servidores da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) reagiram contra à aprovação do ‘Auxílio Saúde', benefício financeiro que concede mais de R$ 4 mil para cada parlamentar, em meio a sessão especial realizada na tarde desta quarta-feira, 27.
Espalhados em monitores do plenário Ruy Araújo, os cartazes continham frases de protesto contra a medida. Com os dizeres “Servidores da Aleam não têm plano de Saúde”, a instituição se transformou no principal palco da manifestação silenciosa dos profissionais.
‘Auxílio Saúde’
Segundo o texto do projeto, aprovado em menos de 3 minutos na última quinta-feira, 27, o “programa de assistência suplementar de saúde” dos membros da ALEAM (Assembleia Legislativa do Estado) terá caráter indenizatório. Desta maneira, os deputados podem aderir ao plano de saúde de seu interesse e a ALEAM é a responsável por fazer o reembolso, mediante apresentação de comprovante da despesa. Sendo uma verba de caráter indenizatório, o valor também não entra no cálculo do teto constitucional.
Cabe ressaltar que o salário bruto de um deputado da ALEAM é de R$ 41,6 mil. Se o cálculo for em cima desse valor, o auxílio saúde pode chegar a R$ 4,1 mil.
Polêmicas
Apresentado na última quinta-feira, 21, e votado no mesmo dia, o Projeto de Resolução nº 068/2023, também refletiu fora da Aleam. O vereador Sassá da Construção Cívil (PT) afirmou que os parlamentares da CMM não possuem benefícios como os Deputados Estaduais, por ter “vereador que não aceita”.
Nas redes sociais, o vereador Rodrigo Guedes, rebateu a fala e destacou que a Assembleia Legislativa “é um bilhão de vezes pior que a CMM em relação a benefícios, regalias e mordomias, a diferença é que lá não há oposição aos próprios deputados, como há na CMM”.
