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Professores se revoltam com decisão de Wilson Lima

Além de não acatar os 25% reivindicados, o Governador do Amazonas também chamou os professores de massa de manobra

Escrito por
Letícia Misna
May 31, 2023
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<p>Após as falas de Wilson Lima nesta quinta (1), a respeito da greve dos professores, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) convocou uma coletiva de imprensa para rebater as falas do Governador, que acusou o Sindicado de usar os profissionais da educação como <a href="https://diariodacapital.com/wilson-lima-diz-que-professores-sao-massa-de-manobra/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">massa de manobra política</a>.</p>

<p>Questionada sobre o motivo de Wilson Lima ter associado a greve à política, Ana Cristina, presidente do Sinteam, disse supor que o Governador tomou como base o fato de ela já ter sido candidata a deputada federal no passado. “É um direito meu, legítimo, inclusive ele foi candidato. Qualquer cidadão ligado a um partido pode fazer isso. Mas também não é direito dele estar com inverdades, dizendo que estamos usando o movimento para isso”, salientou, acrescentando ainda que não pretende mais se candidatar a cargos políticos.</p>

<p>Ana Cristina afirma que o governo faltou com a verdade, pois em reunião ocorrida no dia anterior, em 31 de maio, entre políticos e líderes do Sindicato, o acordado foi outro. Dentre as decisões tomadas, Wilson revelou hoje (1) que a única saída viável é o aumento salarial de 8%, visto que o governo não tem orçamento suficiente para os 25% reivindicados, mas, conforme dito pela presidente da Associação dos Servidores Administrativos da Educação do Estado (Avamseg), Cleia Branches, eles chegaram a uma decisão de 14,19%, e que a única pauta em aberto para ser discutida nos próximos dias seria sobre a progressão por titularidade. </p>

<p>“Estávamos certos de que isso era um ponto pacífico. Perguntamos várias vezes se era o percentual final do governo, e o chefe da Casal Civil diante de deputados (...), disseram que sim. Pedimos um documento, disseram que não havia necessidade porque as pessoas que estavam ali iam dar credibilidade à proposta. Entretanto, fomos para nossa base, inclusive passamos a informação, defendemos, mas também dissemos a verdade: que era um governo, de certa forma, ditador e autoritário, e que era aquilo ou nada. Talvez isso tenha magoado o Governo do Estado, o que é muito ruim para um chefe de estado e um homem político, e talvez tenha sido isso que tenha desencadeado esse comportamento no dia de hoje”, afirmou Ana Cristina.</p>

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