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A cidade de Manaus foi pega de surpresa, no sábado, 21, com uma ciclofaixa pintada no calçadão de pedras portuguesas da Ponta Negra, local de passeio público. A situação foi denunciada pelo arquiteto e urbanista Jean Faria, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amazonas (CAUA).
A pedra portuguesa é um material delicado e de alto custo, frequentemente utilizada para passeio público.
Jean Faria explica que o dano já está feito, e que um trabalho minucioso deverá ser realizado para a retirada da tinta e preservação do patrimônio.
“O dano está feito. Dificilmente a tinta vai sair 100% com algum produto. É necessário o uso de muitos produtos químicos e escovação. Ou substituir a parte pintada, essas são nossas alternativas” Jean, sobre a possibilidade de recuperação do local
O profissional ainda reforça o problema logístico de uma faixa como essa, em um local antes de passeio.
“Em relação aos ciclistas, aquilo vai virar uma confusão, não há uma área para ciclista e pedestre. Pode acontecer algum tipo de acidente, o espaço não condiz com uma área de pedestre e ciclofaixa. É retirar e deixar o passeio público livre para os pedestres” afirmou.
Nós entramos em contato com a Prefeitura de Manaus, Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) sobre a situação, mas até o fechamento da matéria não tivemos resposta.
Confira a nota do CAU-AM:
“O CAU-AM vem por meio desta manifestação pública, expor sua indignação em relação à pintura executada pela Prefeitura de Manaus sobre as pedras portuguesas do calçadão da Ponta Negra.
Consideramos essa intervenção inadequada e desrespeitosa com o patrimônio histórico-cultural da nossa cidade.
Exigimos que a Prefeitura de Manaus reveja essa intervenção e adote medidas para a recuperação do calçadão da Ponta Negra sob pena de tornar-se o dano, irreversível.
É imprescindível que sejam realizados estudos técnicos especializados para preservação adequada desse patrimônio, que é de interesse de toda população de Manaus”.
