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<p>Depois de quase três anos da Chacina do Rio Abacaxis, a Polícia Federal (PF) continua investigando os envolvidos nos crimes que chocaram o Amazonas. Na segunda-feira (05), os agentes foram até a cidade de Nova Olinda do Norte, para cumprir mandados de busca e apreensão. </p>
<p>Durante as investigações, um hotel foi identificado como uma possível sede para as sessões de tortura, praticadas por policiais militares do Amazonas. </p>
<p>Conforme a PF, eles foram à casa do dono do hotel, onde encontraram R$ 100 mil em espécie, e foram até o estabelecimento para apreender HDs dos computadores, para recuperarem e analisarem as imagens, na data do crime. </p>
<p>O delegado Jonatan Simas, que esteve à frente da ação, informou que as imagens foram solicitadas anteriormente, junto a lista de hóspedes e funcionários, mas as imagens entregues estavam adulteradas, o que forçou um mandado de busca e apreensão, já que não houve colaboração. </p>
<p>Ao todo, a Justiça expediu sete mandados de busca e apreensão. </p>
<h2><strong>Relembre o caso</strong></h2>
<p>A motivação da ação deflagrada pelos militares foi a morte de outros dois policiais, Wagner Souza e Márcio de Souza, assassinados enquanto faziam patrulhas no rio em questão. </p>
<p>Sob pretexto de uma missão contra uma quadrilha que cerceava a população, ao menos 50 militares foram convocados para a ação, que resultou em denúncias de vários moradores, contra as autoridades. </p>
<p>Centenas de pessoas, de onze comunidades do Rio Abacaxis, informaram que foram ameaçadas ou presenciaram torturas, para que a localização dos assassinos fosse dilatada. A chacina deixou ao menos oito mortos. </p>
