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Amazonas

Passageiros relatam momentos de terror em embarcação superlotada na volta de Parintins

Comandante teria recebido voz de prisão pela Marinha, mas liberado em seguida

Escrito por
Letícia Misna
July 3, 2023
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<p>No último final de semana ocorreu o 56º Festival Folclórico de Parintins, com o boi Caprichoso se consagrando campeão. A ilha recebeu milhares de visitantes, a maioria saindo de Manaus para viver a incrível experiência do evento. Mas a volta para a capital amazonense não foi tão boa assim, pelo menos para os passageiros da balsa “Rondônia”, conforme imagens e relatos que começaram a circular na internet na manhã desta terça (4).</p>

<p>De acordo com uma passageira, que preferiu manter sua identidade preservada, os responsáveis pela embarcação venderam passagens além da conta, mas garantiram aos clientes que estavam abaixo da lotação máxima.</p>

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<figure class="wp-block-video aligncenter"><video controls loop src="https://diariodacapital.com/wp-content/uploads/2023/07/WhatsApp-Video-2023-07-04-at-16.22.11.mp4"></video><figcaption>Vídeo: fonte anônima</figcaption></figure>

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<p>O veículo saiu de Parintins às 00h, com previsão de chegada em Manaus às 6h. Durante a madrugada, muitos passageiros começaram a reclamar com a tripulação sobre a quantidade de pessoas. Uma advogada, que estava no Rondônia, teria denunciado a situação à Marinha, que parou o barco no município de Itacoatiara para uma fiscalização.</p>

<p>Segundo a passageira, o sargento chegou a dar voz de prisão ao comandante, mas depois o liberou.</p>

<p>De acordo com outra passageira, que também optou pelo anonimato, a Marinha nem ao menos fez a contagem, apenas esvaziou a balsa e depois deixou que todos retornassem. “Lá em Itacoatiara na hora da vistoria/contagem, que não teve contagem, só fizeram tirar o pessoal do barco, pegaram chuva e voltaram sem uma única contagem. O porquê de não ter tido a contagem?! Eu não faço a mínima ideia”, relatou.</p>

<p>“Tem gente dormindo na mesma área onde os carros ficam por não ter mais lugar para atar redes, no outro andar está extremamente lotado, um dormindo por cima do outro praticamente”, disse.</p>

<p>Além do problema com a lotação, elas relataram péssima infraestrutura e até mesmo falta de energia, e contaram ainda que após a confusão, já de volta ao rio, a balsa passou a navegar com a velocidade reduzida, supostamente para que a cozinha conseguisse vender o almoço.</p>

<p>“O comandante diminuiu a velocidade para que vendam mais alimentos no barco. Ontem na janta muita gente foi atrás (inclusive eu), mas na hora de comprar a moça que estava vendendo informou que não tinha mais e que só tinha o hambúrguer no andar de cima no valor de R$ 30”, reclamou uma delas.</p>

<p>Também houve relatos de falta de água, falta de tomadas, falta de higiene, e falta de coletes salva-vidas à vista.</p>

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<figure class="wp-block-video aligncenter"><video controls loop src="https://diariodacapital.com/wp-content/uploads/2023/07/WhatsApp-Video-2023-07-04-at-16.22.10.mp4"></video><figcaption>Vídeo: fonte anônima</figcaption></figure>

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<h2><strong>BALSA RONDÔNIA</strong></h2>

<p>Entramos em contato com o comandante da embarcação, H. Pompeu, que negou as acusações. “Houve denúncia de passageiros achando que o navio estava com superlotação. Fomos abordados em Itacoatiara, realizado a conferência de todos, e foi constatado que o navio estava abaixo da lotação, logo fomos liberados”.</p>

<p>“O propósito de nossa embarcação é, sempre, realizar melhores condições de viagens, com a segurança da navegação e salvaguarda da vida de todos. Outras notícias são <em>fake news</em>. A educação é a melhor coisa que existe, infelizmente nem todo mundo é educado”, disse o comandante, ao também revelar que não recebeu voz de prisão.</p>

<p>O Diário da Capital também tentou falar com a Marinha de Itacoatiara, que no primeiro momento foi solícita, mas passou a ignorar nossos questionamentos quando informamos do que se tratava.</p>

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