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<p>O Partido dos Trabalhadores (PT), mais uma vez, irá governar o país. Diante de todas as vertentes criticadas por seus opositores em geral, a gestão da Petroleira brasileira pode ser citada como a mais preocupante, o que pode ser devido o histórico da política de preço adotada no último governo PT, o de Dilma Rouseff.</p>
<p>Naquele mandato, a Petrobras teve um prejuízo de pelo menos R$ 100 bilhões, pois adotou a política de intervir nos preços dos combustíveis. A petroleira na época, mesmo com o aumento do barril no mercado internacional, não repassava este aumento para o consumidor final. Ou seja, mantinha o preço dos combustíveis quase congelado como forma de segurar a inflação, o que gerou um endividamento gigantesco, uma vez que era, em sua maior parte, em moeda estrangeira. Fato este que contribuiu para o afastamento de Dilma Rousseff, além das pedaladas fiscais.</p>
<p>Passados quase 6 anos, o governo PT assume novamente. O presidente, Luís Inácio Lula da Silva, indicou o senador Jean Paul Prates (PT-RN), para o comandar a petrolífera de controle estatal, onde já afirmou que não haverá intervenção nos preços dos combustíveis, o que agradou o mercado.</p>
<p>Porém existe muitas variáveis envolvidas no atual preço do combustível. Uma delas, é a isenção do PIS e COFINS que, segundo cálculos do Ministério da Economia, custa aos cofres da União R$ 52 bilhões por ano. Somente para diesel e gás de cozinha, o valor é de R$ 17 bilhões. O atual Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acertou com a equipe de Guedes ainda em 2022, a prorrogação das isenções de apenas 30 dias. Entretanto, recomendado por especialistas, voltou atrás e prorrogou a isenção da gasolina até o fim de fevereiro e, do diesel, até o fim do ano de 2023. Tempo que acredita ser suficiente para criar uma postura diferente na política de preço.</p>
<p>Outra variável é que Lula, já falou que não trabalha com a ideia de agradar acionistas. Ou seja, não pretende continuar com o preço de paridade de importação (PPI), que define os valores praticados nas refinarias e impacta diretamente a vida dos consumidores. Que é um dos principais fatores em elevar os lucros da Petrobras e em consequência, altos dividendos.</p>
<p>Com tantas incertezas e passado não favorável, o governo atual terá a obrigação de criar mecanismos que continuem a valorizar a empresa brasileira, sem acarretar preços exorbitantes para a população em geral que, nos últimos anos, tanto sofreu com os aumento o que gerou greve de caminhoneiros e descontentamento de tantas outras classes. </p>