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<p>Em Manaus, notícias falsas estão sendo disseminadas nas redes sociais, sobre o caso da Capivara Filó e Agenor Tupinambá.</p>
<p>O <a href="https://internetlab.org.br/pt/">IBAMA </a>não se manifestou até o presente momento sobre as notas postadas e segue com o mesmo posicionamento inicial e a mesma multa aplicada.</p>
<p>Nomes conhecidos, como o jornalista Mario Adolfo e o deputado federal Amom Mandel, expuseram na rede social Twitter: </p>
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</div><figcaption>tweet retirado do perfil de Mario ADolfo</figcaption></figure>
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<p>“A capivara filó não será mais apreendida e o influenciador Agenor teve a multa de R$ 17 mil retirada. O Ibama voltou atrás e o animal poderá viver em seu habitat natural, não em um centro de triagem.” Postagem do jornalista Mário Adolfo.</p>
<p>Em comentário a postagem do jornalista, o deputado federal do Amazonas, Amom Mandel escreveu:</p>
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https://twitter.com/eusouamom/status/1649235584655695879?s=20
</div><figcaption>tweet feito pelo Senador Amom Mandel</figcaption></figure>
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<p><br>“Achei positivo voltarem atrás nessa história. Parecia um exagero indefensável ser tão rigoroso nesse caso quando não parecem ser atuantes e rigorosos em tantos casos absurdos. “disse Amom.</p>
<p>Após postagens, vários compartilhamentos foram feitos pelos usuários da rede social, com a falsa notícia.</p>
<p>Vale recordar que, em nota emitida pelo órgão competente, os agentes ambientais do Ibama constataram que os animais eram retirados da vida livre e exibidos em situações incompatíveis com os hábitos das espécies como por exemplo banho com produtos de higiene humana, uso de roupas e ornamentos.</p>
<p><strong>Agenor foi autuado por quatro motivos:</strong></p>
<p>1 – Morte de uma preguiça-real, situação confirmada por Agenor;</p>
<p>2 – Prática de maus-tratos contra animal silvestre (preguiça real);</p>
<p>3 - Uso de espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão de autoridade competente (capivara e papagaio);</p>
<p>4 – Exploração da imagem de animal silvestre mantido em situação de abuso (capivara) e irregularmente em cativeiro.</p>
<p> A divulgação de imagens do uso de animais selvagens como animais domésticos estimula a vontade de as pessoas retirarem esses animais do seu habitat natural e, principalmente, incentiva o tráfico de animais silvestres.</p>
<p> O advogado Francisco Brito Cruz, diretor do <a href="https://internetlab.org.br/pt/">InternetLab</a>, centro de pesquisa em direito e tecnologia, explica em entrevista:</p>
<p>“Criar e compartilhar fake news, desinformação, não é um crime em si no Brasil. Se você postar uma mentira na internet, você não está cometendo um crime naquele momento, mas, dependendo da mentira, do dano que ela causa, do contexto, ele pode ser enquadrado em outros crimes”.</p>
<p>A Lei das Fake News, é vista como um avanço na proteção da liberdade de expressão e na luta contra a disseminação de notícias falsas. </p>
<p>O projeto reforça a responsabilidade das plataformas de mídia social de garantir que as informações divulgadas sejam precisas e que os usuários possam exercer seu direito de expressão livremente. O projeto de lei é o n° 2630, de 2020.</p>
