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O conselheiro de Contas Ari Moutinho, se manifestou nesta sexta-feira (6ª) após ter sido acusado de ter agredido verbalmente a conselheira Yara Lins. Por meio de nota, Moutinho refutou as acusações e diz ter ficado “surpreso e indignado” com os fatos narrados por Yara na imprensa.
Moutinho afirmou que foi um dos conselheiros que anulou o voto na votação que elegeu Yara presidente, e que a denúncia da colega parece-lhe uma retaliação. “Só posso atribuir tudo isso a uma tentativa de me punir injustamente pelo simples fato de ter me utilizado de meu direito de anular meu voto durante as eleições para a direção do TCE”, escreveu.
De acordo com Moutinho, medidas judiciais serão tomadas.
Episódio pode parar nas mãos de Alexandre de Moraes
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MT) também se manifestou sobre o caso e disse que em visita ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, levou ao conhecimento dele o caso de Yara Lins.
Através de suas redes sociais, a senadora mato-grossense afirmou: “Na visita desta semana ao Ministro Alexandre de Moraes levamos também o caso da Presidente do TCE-AM, Yara Lins. A violência política de gênero é hoje ação penal pública incondicionada à representação e SIM, dá cadeia! O Ministro está muito sensibilizado com o avanço dessa espécie de crime”.
Entenda o caso
Na manhã da última sexta-feira (6), a conselheira eleita, Yara Lins, compareceu à Delegacia Geral de Polícia Civil para formalizar uma denúncia contra o conselheiro Ari Moutinho por agressão e injúria.
Durante coletiva de imprensa, Yara Lins informou que foi ameaçada por Moutinho antes da votação no plenário e que, na ocasião, ele proferiu ofensas contra sua honra. “Não está aqui a conselheira, está aqui uma mulher que foi covardemente agredida no Tribunal de Contas, dentro do plenário, antes da eleição, para me desestabilizar”, disse.
A conselheira contou, ainda, que Moutinho mandou beijos de deboche e utilizou palavras ofensivas contra sua honra. Ela disse que espera rigor na apuração do caso.
O Diário da Capital solicitou ao TCE um posicionamento sobre o ocorrido. Em nota, o tribunal informou que “não recebeu qualquer comunicação ou solicitação referente ao assunto ocorrido e que, igualmente, não foi previamente informado sobre a entrevista coletiva concedida”.
