Trina Robbins, renomada cartunista e artista conhecida por sua carreira nos quadrinhos underground e por ser a primeira mulher a desenhar a Mulher-Maravilha, faleceu aos 85 anos. Sua morte foi anunciada pela escritora de quadrinhos Gail Simone, em uma postagem no Facebook.
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Robbins ganhou notoriedade na cena mainstream dos quadrinhos por desenhar a Mulher-Maravilha na década de 1980, levando o feminismo para a personagem e para Themyscira. Sua carreira nos quadrinhos começou nos anos 50, quando fazia histórias de ficção científica para fanzines e revistas alternativas.
Além de ser uma talentosa artista, Trina Robbins era uma feminista árdua e sua ideologia estava presente em suas obras. Ela foi uma referência significativa para futuras gerações de mulheres nos quadrinhos, inspirando-as a entrar nesse universo.
Trina esteve no Brasil em 2015, onde conheceu autoras e quadrinistas brasileiras, tornando-se uma referência para muitas delas. Sua luta pela igualdade das mulheres e das minorias era evidente em sua obra, sendo a primeira autora a lançar uma HQ com uma personagem lésbica nos EUA, em 1972.
Sua morte deixa um legado admirável para as mulheres dos quadrinhos e para todas as que lutam por seus objetivos. Trina Robbins foi uma voz expressiva que não se calou diante das adversidades, e sua contribuição para os quadrinhos e o feminismo é inegável.
