No Dia da Mulher Sambista, celebrado em 13 de abril, artistas e grupos reforçam a importância das mulheres no universo do samba, destacando suas trajetórias de luta e resistência. Um exemplo é Roberta Gomes, sambista paulistana com quase 30 anos de carreira, que em sua música "Mulheres no Samba" afirma o valor das mulheres no cenário musical, indo além dos papéis tradicionais de "passista e inspiração".
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Nascida em berço de samba, Roberta primeiro tentou seguir por outros caminhos musicais, mas percebeu que sua verdadeira paixão era o samba. Com dois discos lançados e composições para artistas renomados, ela destaca a persistência necessária para que as mulheres se afirmem como profissionais em todas as áreas.
O Dia da Mulher Sambista também homenageia figuras históricas como Dona Ivone Lara, um dos maiores nomes do samba no Brasil. Dona Ivone enfrentou restrições machistas, como ter sido a primeira mulher a escrever um samba-enredo, em 1965, para a escola Império Serrano, e deixou um legado de resistência e luta para as mulheres no samba.
Grupos como o Flor do Samba, formado apenas por mulheres, destacam a importância do protagonismo feminino no samba. Por meio de apresentações e projetos sociais, o grupo busca valorizar e iluminar trajetórias artísticas femininas, além de promover cursos e seminários para a inserção das mulheres no mercado musical.
O Movimento das Mulheres Sambistas, criado em 2018, também atua na valorização das artistas brasileiras, promovendo eventos e cursos de formação musical, e articulando políticas públicas para garantir maior espaço e reconhecimento para as mulheres no samba. A luta continua para que as mulheres possam ser efetivamente protagonistas no universo musical, mostrando que têm muito a contribuir e que merecem ser ouvidas e valorizadas.
