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<p>A ministra do Meio Ambiente e Mudança de Clima, Marina Silva, afirmou que os recursos do Fundo Amazônia serão destinados para ações emergenciais para resolução da crise sanitária na Terra Indígena Yanomami. A titular da pasta comentou isso nesta última segunda-feira, 30.</p>
<p>“Essas ações estão sendo tratadas em vários níveis, que envolvem: a questão da saúde; o tratamento ao problema da grave situação de fome, que está assolando as comunidades; a parte de segurança, para que essas pessoas possam ficar em suas comunidades, e isso tem a ver com operações de desintrusão do garimpo criminoso dentro dessas comunidades”, explicou a ministra.</p>
<p>Logo, Marina pontou que 17 ministérios atuarão para acabar com a crise na Terra Indígena Yanomami.</p>
<p>O auxílio também será para os povos Munduruku e Kayapó que sofreram com o garimpo em suas terras. </p>
<p>Além disso, a ministra destacou o descaso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em seus quatro anos de governo. “Abandono completo durante quatro anos, não tenho dúvida que foi uma atitude genocida sob as populações indígenas brasileiras”, ressaltou.</p>
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<p style="font-size:25px"><strong>Fundo Amazônia</strong></p>
<p>Marina tinha se reunido com a ministra da Cooperação Econômica e Desenvolvimento, Svenja Schulze, da Alemanha, para reforçar os laços, visto que o país é o principal doador do Fundo Amazônia.</p>
<p>Svenja liberou 35 milhões de euros para o investimento imediato na Amazônia, por meio do fundo. As ministras também anunciaram um novo fundo destinado para o combate do desmatamento com o recurso de 31 milhões de euros.</p>
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<p style="font-size:25px"><strong>Descaso de Bolsonaro</strong></p>
<p>O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania divulgou na última segunda-feira, 30, que o governo Bolsonaro ignorou recomendações de órgãos internacionais para o combate da crise sanitária das Terras Indígenas Yanomami, alegando que não visitou as comunidades nos últimos anos. O documento foi encaminhado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para os ocorridos sejam investigados.</p>
<p>Em 2020, ainda segundo o relatório, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) alertou para ameaças de garimpeiros nas comunidades indígenas Yanomami, mas o governo não participou da reunião da comissão sobre a violação dos direitos humanos dos yanomami, apresentando um texto favorável à legalização do garimpo na região. </p>
<p>Em 2019 e 2022, agentes públicos viajaram cinco vezes a Roraima, porém, sem tratar de medidas contra os garimpos nas comunidades afetadas. O documento ainda aponta que não houve visita ao Território Yanomami além “sugestão de veto à obrigação do fornecimento de água e equipamentos básicos para as comunidades Yanomami durante a pandemia e a ausência de planejamento assistencial em favor de crianças e adolescentes indígenas no Plano Nacional de Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes.”</p>
