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<p>Múcio era um dos principais cotados para a Defesa em razão de seu perfil articulador e do bom trânsito nas Forças Armadas. Ele assumiu o lugar de Paulo Sérgio Nogueira e se tornou o primeiro civil a chefiar a pasta desde Raul Jungmann, no governo de Michel Temer (MDB).</p>
<p>Múcio foi ministro de Relações Institucionais durante a administração petista de 2007 a 2009, ano em que foi indicado para compor o Tribunal de Contas da União (TCU). Ele se aposentou do cargo no fim de 2020, antes de bater a idade máxima, de 75 anos.</p>
<p>Natural de Recife (PE), Múcio nasceu em 25 de setembro de 1948 e se formou em engenharia civil pela Escola Politécnica de Pernambuco. Foi vice-prefeito de Rio Formoso e eleito prefeito do mesmo município, mas abandonou o cargo para assumir a presidência da então estatal Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). Saiu, em seguida, para ser secretário dos Transportes, Comunicação e Energia do estado.</p>
<p>O primeiro dos cinco mandatos como congressista teve início em 1991, quando o político era filiado ao PFL. Ele seguiu por lá por mais duas candidaturas até partir para o PSDB e, depois, para o PTB.</p>
<p>Como ministro do TCU, Múcio foi um dos que votou pela reprovação das contas de 2014 da então presidente Dilma Rousseff (PT).</p>
<p>Múcio será responsável pela ligação direta entre o governo de Lula e as Forças Armadas. A articulação é vista como importante para apaziguar os ânimos após a gestão do presidente Jair Bolsonaro. Múcio será o pivô nessa empreitada.</p>