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<p>Em Manaus, entre as soluções para o crescente problema da falta de moradia, o Governo do Amazonas planeja financiar o valor de entrada para a compra de imóveis.</p>
<p>O coordenador executivo da UGPE (Unidade Gestora de Projetos Especiais), Marcellus Campêlo, explica que, atualmente a Caixa Econômica Federal financia apenas 80% do valor do imóvel, ou seja, quem pretende comprar um apartamento no valor de R$ 200 mil tem que desembolsar R$ 40 mil para iniciar o negócio.</p>
<p> “Hoje, o grande entrave para a pessoa que consegue pagar um financiamento na Caixa é ela conseguir pagar os 20% de entrada”, disse o coordenador</p>
<p>A intenção desse planejamento é auxiliar na compra de 18 mil unidades habitacionais. </p>
<p>“Tem servidores públicos que precisam de uma casa, da segurança, da saúde, da educação. Eles podem pagar. São servidores que têm estabilidade no salário e são desejados pelo mercado imobiliário. Só que como eles têm que dar uma entrada muito grande, fica um endividamento muito alto e eles não conseguem entrar”, completou o coordenador.</p>
<p>O coordenador alega ainda que, o financiamento da entrada na compra de imóveis vai acontecer em conjunto com outras ações do programa Amazonas Meu Lar, que ainda será lançado pela gestão Wilson Lima.</p>
<p>Hoje, cerca de 46 mil pessoas estão cadastradas na fila da Suhab (Superintendência de Habitação do Amazonas), mas o número de pessoas sem casa própria é ainda maior. O Governo do Amazonas pretende investir R$ 750 milhões nos próximos quatro anos para esse projeto.</p>
<p>O programa Amazonas Meu Lar vai agir junto com o programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, por isso, o governo estadual aguarda a publicação das novas regras do programa. </p>
<p> Campêlo, finaliza explicando que, com um subsídio previsto no Minha Casa Minha Vida, as parcelas devem ficar mais em conta. “Somando os dois subsídios o valor residual para financiamento vai ficar muito baixo. São 35 anos de financiamento. E a pessoa vai pagar uma prestação ali no máximo igual ou inferior à que pagaria em aluguel”, disse o coordenador.</p>
