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<p>“A vida virou um caos, contas atrasadas, falta de combustível para ir trabalhar, cartões bloqueados”, relata a enfermeira terceirizada que não quis ser identificada, temendo represálias. “Às vezes penso até em desistir da profissão, é desestimulante trabalhar assim. Já tive esperanças de melhora, mas hoje estou bem descrente. Não investimos tanto tempo estudando se não fosse pra trabalhar na profissão. Mas desse jeito não dá!”, explicou.</p>
<p>Nesta última segunda-feira, 17, apenas 30% dos enfermeiros da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas – FCECON trabalharam em casos de urgência. O restante dos funcionários da empresa Queiroz Serviço Médicos em Gestão de Saúde LTDA-ME, que segue prestando serviços para a Fundação, aderiu a paralização reivindicando os pagamentos de quatro meses atrasado. Ao todo 44 funcionários interromperam suas atividades. A categoria cobra melhores condições de trabalho e informou que a greve pode se repetir nos próximos dias.</p>
<p>"Liberaram umas notas para pagamento ontem, agora só estamos aguardando cair na conta. Paramos ontem e hoje retornamos por causa dessas notas liquidadas, mas se até quinta-feira não cair haverá paralisação geral”, explicou a enfermeira.</p>
<p>Mesmo com especulações sobre a futura greve, ainda ontem, 17, o governador Wilson Lima (União Brasil) convidou o deputado federal Amom Mandel (Cidadania), para participar da entrega de um aparelho de endoscopia à fundação. Por outro lado, o Deputado Estadual do Amazonas, Wilker Barreto, afirmou que estranhou a atitude de ambas as partes.</p>
<p>“Parabenizo o Wilson Lima por inaugurar um aparelho de endoscopia no FCecon, mas estranho o governador não ter se posicionado sobre a paralisação dos terceirizados da saúde por mais de 3 meses de salários atrasados; eles precisam de respostas, pessoas deixaram de ser atendidas!”, publicou em suas redes sociais.</p>
<p>Durante reunião na Controladoria-Geral do Estado do Amazonas (CGE/AM), nesta segunda, o parlamentar discutiu com o controlador-geral, Jeibson dos Santos Justiniano, os salários atrasados dos profissionais da saúde. Para combater a falta de pagamento, o parlamentar sugere um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG).</p>
<p>O parlamentar ainda destacou que nos próximos dias vai se reunir com todos os órgãos, incluindo a Aleam, para que o encontro tenha caráter cooperativo, capaz de evidenciar as melhorias do TAG, como economicidade e continuidade dos serviços, além das garantias do direito do trabalhador. “Paralelo a isto, continuo cobrando o cronograma de pagamento dos salários atrasados para que possam ser regularizados”, frisou Wilker.</p>
<p>O Diário da Capital entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-AM), que em nota afirmou que os pagamentos estão em processo.</p>
<p>“A Secretaria Estadual de Saúde (SES-AM), informa que ainda esta semana serão realizados os pagamentos referentes ao mês de novembro de 2022 e de parte do mês de janeiro de 2023”.</p>
