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<p>Durante o 8º encontro sul-sudeste, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, disse que os estados das respectivas regiões, são diferentes do restante do país, por não trabalharem mais, e não terem tantas pessoas recebendo auxílios. </p>
<p>A fala gerou incômodo não só na população de outras regiões, mas como em representantes de casas legislativas, como o presidente da Câmara Municipal de Manaus, Caio André, que fez duras críticas a Zema.</p>
<p>“Eu repudio veementemente, e acredito que todos os vereadores desta Casa também devem me acompanhar, não só a questão da fala preconceituosa exaurida pelo governador de Minas Gerais, mas toda a pseudo-superioridade que estes senhores acham que têm em relação a nós, nortistas e nordestinos”, destacou Caio André. </p>
<h2><strong>Em maus lençóis</strong></h2>
<p>O governador disse que sua palavra foi má interpretada. </p>
<p>“Talvez por não utilizar as palavras adequadas, fui mal interpretado. As pessoas recebem auxílio por não terem emprego. O auxílio é importante em momento de pandemia e recessão” </p>
<p>Ainda assim, as redes sociais foram tomadas de comentários contra a frase de Zema, especialmente por pessoas do Norte e Nordeste, que sentiram um tom de preconceito. </p>
<p>O episódio pode gerar problemas futuros para o atual gestor de Minas Gerais, que pretende se lançar como pré-candidato à presidência em 2026. </p>
<p>Após a repercussão negativa, ele ainda tentou reverter a situação, dando exemplo dos estados do Nordeste, como bons geradores de empregos. </p>
<p>“E estamos hoje aqui, governadores do Sul e do Sudeste, nos espelhando nos governadores do Nordeste, que trabalham unidos. O Nordeste para nós, temos que lembrar, está sendo um exemplo”, afirmou.</p>
