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Equipe econômica discute mudanças em nova regra de controle de gastos públicos no Senado

Proposta do governo permite ampliar despesas acima da inflação, mas modificações são propostas pelos senadores.

Escrito por
Thiago Freire
June 15, 2023
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<p>Nesta quinta-feira (15), a equipe econômica do governo se reuniu com líderes de partidos políticos do Senado para discutir alterações na nova regra de controle de gastos públicos. A proposta apresentada pelo governo permite ampliar as despesas públicas acima da inflação, condicionando o crescimento dos gastos ao aumento da arrecadação.</p>

<p>A reunião teve como foco a discussão de três pontos para modificar o texto já aprovado pelos deputados. O relator, senador Omar Aziz, do PSD, propôs retirar do limite de crescimento de gastos o Fundeb, principal fonte de financiamento da educação básica, e o Fundo Constitucional do Distrito Federal, que financia despesas com segurança, saúde e educação no DF. Além disso, sugeriu mudar o período considerado para calcular a inflação, passando de junho de 2023 para novembro de 2023, o que afeta as previsões de despesas para 2024.</p>

<p>A mudança proposta interessa ao governo, pois espera-se que a inflação aumente no segundo semestre, o que abriria espaço para mais gastos em 2024.</p>

<p>Ao sair da reunião, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que a fórmula aprovada pela Câmara dos Deputados obrigaria o governo a cortar até R$ 40 bilhões no Orçamento de 2024. Ela defendeu as alterações propostas, ressaltando a importância de evitar que mudanças no texto dificultem a aprovação.</p>

<p>A equipe econômica tem pressa, uma vez que a nova regra impacta a elaboração do Orçamento, que precisa ser enviado ao Congresso Nacional e aprovado dentro do prazo.</p>

<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também destacou a importância de um entrosamento prévio entre Senado e Câmara para evitar surpresas. Ele ressaltou que qualquer mudança no texto terá que retornar para análise dos deputados, e espera que seja vista como um gesto de aprimoramento.</p>

<p>A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado deve votar a proposta na terça-feira (20), e o texto poderá ser votado no plenário no mesmo dia. Caso sejam feitas modificações, o projeto deverá retornar para análise dos deputados.</p>

<p>O presidente da Câmara, Arthur Lira, do Progressistas, já manifestou concordância com parte das alterações propostas. Nos próximos dias, novas conversas serão realizadas para selar um acordo que garanta a rápida aprovação nas duas casas.</p>

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