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De forma repentina, o advogado Erwin Rommel Godinho Rodrigues, 54 anos, foi morto a tiros, no sábado, 11, após sair de um restaurante na zona centro-oeste da cidade. A motivação da morte ainda é um mistério. Com indícios de execução, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) investiga o caso.
Uma névoa paira sobre a morte, e o que sabemos até agora é que testemunhas afirmam que atiradores esperavam em um veículo de modelo gol, próximo ao restaurante em que Erwin estava.
A vítima teria sido atingida por seis disparos de arma de fogo.
Quem era Erwin Rodrigues?
Ele era pai, servidor do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) e advogado. Pelas redes sociais, seu filho, Helcio Maia Neto, relatou a morte e prestou homenagens.
“Hoje morreu um homem bom, homem bom. Que a justiça faça justiça, mas eu não tô nem aí, porque nada vai trazer meu pai de volta. Sei que muitas pessoas já perderam seus pais, e hoje foi minha vez. Doeu, tá doendo” desabafou.
Ainda de acordo com seu filho, Erwin era uma pessoa muito “gente boa” e que gostava de passar seu tempo livre em seu sítio.
Laços de sangue e trabalho
Erwin trabalhava na Diretoria de Controle Externo da Administração Direta Estadual (Dicad), e morreu pouco tempo depois da Polícia Federal (PF) vir a público informar a investigação contra sua prima e conselheira do TCE-AM, Yara Lins, e seu primo em 2º Fausto Jr, atualmente deputado federal, e filho de Yara.
A PF informou que investiga Yara por favorecimento a empresas durante os anos da pandemia de Covid-19, em troca de vantagens indevidas.
Recentemente eleita para presidência do TCE-AM, as investigações contra Yara poderiam atrapalhar a posse do cargo.
Anteriormente, Yara já estava sendo acusada de aprovar contas de empresas que agem de má fé relacionadas a finanças e contratos com o Governo do Amazonas, e que todas as fiscalizações referentes a isso eram destinadas a seu primo, o que levantava cada vez mais suspeitas.
Senado pede investigação pela PF
Relator da CPI da saúde, no Amazonas, Fausto Jr foi chamado para depor na CPI da Covid, do Senado, pelo senador Omar Aziz, que questionou o porquê do não indiciamento do governador Wilson Lima durante as investigações.
Logo após, Omar Aziz informou a PF que desconfiava de um enriquecimento que não era compatível com os ganhos de Yara, enquanto questionava o porquê de Wilson Lima ser poupado durante a CPI.
O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a Polícia Federal a investigar Yara por lavagem de dinheiro, advocacia administrativa e corrupção passiva, após Omar Aziz ainda apresentar documentos anexados que apontavam imóveis que eram usados por Yara e seus familiares, sem que nenhum deles estivesse registrado em seus nomes.
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