Leia Também
<p>Nesta quarta-feira, 19, é celebrado o Dia dos Povos Indígenas, data que relembra a importância da preservação da memória dessa população ancestral, e também reflete sobre os desafios enfrentados por essas comunidades. Questões como a luta pela demarcação de terras, preservação ambiental, garantia dos direitos territoriais e a valorização de suas línguas e culturas são pautas urgentes dessa população tradicional. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022 o Brasil possui 1.652.876 indígenas.</p>
<p>Como oportunidade de enaltecer a riqueza cultural dos povos indígenas, com quase 30 anos no mercado editorial, a Editora Valer possui em seu catálogo dezenas de livros com temática indígena. Além disso, a partir desta quarta-feira, a Valer oferece desconto de 30% para quem adquirir obras sobre o tema. O benefício segue até a próxima segunda-feira, 24 de abril. Para adquirir qualquer um desses livros, basta acessar o site da Editora (Inserir editoravaler.com.br) ou solicitar pelo whatsapp 92 99613-1113.</p>
<p>Para a coordenadora editorial da Valer, Neiza Teixeira, a publicação de textos escritos por indígenas dá visibilidade às diferentes etnias, cada uma delas tem suas particularidades e tradições. “A editora Valer localiza-se em pleno coração da floresta amazônica, na região que concentra o maior número de populações indígenas”, retrata. “Não poderíamos deixar de prestigiar, com a publicação de obras de autores e sobre temáticas indígenas, povos que contribuem imensuravelmente com a Filosofia, a Medicina, a Estética, a Ética, em suma, para o pensamento, dando-nos direcionamentos que não poderíamos, jamais, retirar do pensamento ocidental."A editora também publica livros de escritores não indígenas, que pesquisam narrativas dos povos nativos e que traduzem essas histórias, além dos escritores indígenas, que falam para seus povos e para a sociedade urbana, transitando pelos dois mundos.</p>
<h2>Conheça alguns das principais obras indígenas publicados pela Valer:</h2>
<p><strong>ANTES DO MUNDO NÃO EXISTIA – UMÚSIN PANLÓN KUMU E TOLAMÃN KENHÍRI</strong></p>
<p>Este livro é um clássico da Antropologia brasileira e da Literatura Indígena. Ele traz, pela primeira vez no cenário brasileiro, o mito cosmogônico Desana e outras histórias na versão de um dos seus grupos de descendência, os Kehíriporã ou Filhos (dos Desenhos) dos Sonhos, narrados por pai e filho – Umúsin Panlon Kumu e Tolaman Kenhiri.</p>
<p><strong>MARAGUÁPÉYÁRA - YAGUARÊ YAMÃ</strong></p>
<p>Neste livro, os autores trazem a público o primeiro documento escrito sobre a vida do povo Maraguá. Eles permitem-nos conhecer a história, o território, o cotidiano: a caça, o plantio, a pesca, a alimentação, os clãs, a religião, os ritos, os casamentos e as lendas, bem como o esporte e as brincadeiras. Este é uma ótima ferramenta para aprender mais sobre os povos indígenas da Amazônia</p>
<p><strong>BAYÁ, KUMU E YAÍ – OS PILARES DA IDENTIDADE INDÍGENA DO UAUPÉS – Põrõ Israel Fontes Dutra</strong></p>
<p>Esta obra se insere nos campos da Filosofia, Antropologia, Mitologia, História, História das Religiões, Educação e Educação Indígena. Ele apresenta, por meio da narrativa dos antigos, a história dos Tuyuka, os pilares que sustentam a cultura e a vida dos índios que habitam o rio Negro. O autor, Põrõ Israel Fontes Dutra, é filho de Yuhkuro Avelino Dutra, um dos últimos líderes espirituais do rio Negro. O título evoca os guardiães espirituais dos índios Tuyuka – Bayá, Kumu e Yaí.</p>
<p><strong>NOSSO POVO TORÜ DUÜ'ÜGÜ – PEDRO RAPOZO, JOÃO PACHECO DE OLIVEIRA E SANTO CRUZ M.C. PUCÜRACÜ</strong></p>
<p>“Torü duü'ügü – Nosso povo” é um desses trabalhos de muitas mãos, repleto de criatividade e de uma capacidade explicativa sobre a invenção do mundo vivido pelo povo Ticuna. São histórias narradas por grandes sabedores, que explicam o surgimento de um mundo indígena, do nosso mundo, muito antes do mundo dos brancos e de suas interpretações hegemônicas sobre a realidade socioambiental.</p>
<p>Não se trata de um livro escrito por e para não indígenas sobre indígenas. Ao contrário, trata-se de um livro indígena escrito para o mundo, sob o olhar Ticuna. É ainda um livro indígena para a Educação Indígena. É mais um instrumento de luta para o (re)conhecimento dos processos de mobilização política em favor da resistência étnica e da existência identitária dos povos indígenas, de suas línguas, culturas e territórios. Sua mensagem expressa as experiências de um mundo particular, narrado para além da historiografia oficial, um mundo nativo dos saberes socioambientais, no qual o protagonismo é do povo Ticuna, os Magüta do Alto Solimões no Amazonas.</p>
<p><strong>CANUMÃ – YTANAJÉ COELHO CARDOSO</strong></p>
<p>“O livro Canumã: a travessia”, o primeiro romance escrito por um indígena Munduruku, livro de estreia de Ytanajé Coelho Cardoso, apresenta uma linguagem envolvente, com uma narrativa bem estruturada, que tem como núcleo o momento delicado em que vive o seu povo. A narrativa enfatiza o papel dos anciãos, a ameaça do desaparecimento da Língua Munduruku, com a morte dos velhos, e a vida na comunidade. Ytanajé traz para o leitor, numa linguagem simples, tanto divertida quanto trágica, o conhecimento da cultura, o dia a dia, as relações de amor, de amizade e da infância. Os mundurukus habitam no rio Canumã, na região de Borba – AM.</p>
