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<p>Em Manaus, os casos de violência contra profissionais de delivery, de plataformas como Ifood e 99 Food, têm crescido cada vez mais. </p>
<p>O entregador Kelvin Clay, de 32 anos, que trabalha no grupo ‘Rota 92’, tem o serviço de entregador como principal fonte de renda desde 2017 e coleciona várias reclamações, algumas infundadas, de clientes.</p>
<p>“O cliente acha que o delivery é um serviço de quarto. Até brincamos com isso, que temos que chegar lá e dar na boca dele. Não. Estou ali para fazer o delivery. As pessoas olham o entregador como um funcionário deles”, disse. </p>
<p>Ainda, de acordo com entregador, queixas mais comuns são sobre atraso na chegada, de uma comida ao endereço e a recusa do entregador em deixar o produto na porta do cliente quando ele mora em condomínio fechado. </p>
<p>O motoboy relata que, as plataformas de delivery prestam amparo somente para acidentes no trânsito. Os estabelecimentos entregam não fornecem assistência para entregadores vítimas de violência e nem acidentes. A prevenção é não revidar quando atacado pelo cliente, de acordo com Souza.</p>
<p>Kelvin já sofreu coação de uma delegada da Polícia Federal em um condomínio no bairro Ponta Negra de Manaus, por se recusar a entregar o pedido no apartamento dela. </p>
<p>“Ela me disse: ‘Você sabe quem eu sou? Sou delegada federal’. Eu respondi: ‘Bacana! Mas a senhora vem pegar [na portaria] seu pedido assim mesmo. Ela não foi pegar, voltei com o pedido e vida que segue. Eu sou um cara que não gosta de brigar”, comentou o entregador</p>
<p>Para saírem da invisibilidade, os profissionais de delivery geralmente organizam manifestações para chamar a atenção da população. </p>
<p>Os motoboys de Manaus planejam respaldo jurídico e desejo em fundar uma associação para representar legalmente a categoria.</p>
<p>Se um cliente resolver agredir, coagir ou ameaçar um entregador, a principal orientação é filmar tudo para posteriormente fazer um boletim de ocorrência na polícia.</p>
