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<p>Em Manaus, o Centro de Medicina Indígena, chamado Bahserikowi, oferece alternativas naturais para quem busca tratamento de doenças.</p>
<p>O espaço recebe, em média, 20 turistas por mês em busca de consultas durante a alta temporada de cruzeiros na capital amazonense.</p>
<p>Os Kumã, também conhecido como pajés, são quem realizam os atendimentos. São originários das etnias Dessana, Tuyuka e Dessana, povos que habitam a bacia do Rio Uaupés, no Alto Rio Negro, no Amazonas.</p>
<p>O Centro de Medicina Indígena, fica próximo ao Museu Paço da Liberdade, na Rua Bernardo Ramos, Centro de Manaus, e abre de segunda a sábado, das 9h às 16h.</p>
<p>Fundado em 2017 pelo antropólogo João Paulo Barreto (Tukano), o local já realizou mais de 3 mil tratamentos de Bahsessé, conhecido popularmente como "benzimento".</p>
<p>O sobrinho do fundador e coordenador do Bahserikowi, Ivan Barreto fala sobre o método:</p>
<p>"Toda a nossa crença é aplicada nos nossos métodos de cura. O Bahsessé, para nós, é uma forma de demonstrar que a nossa medicina é tão eficiente quanto a medicina tradicional da cidade. Onde eles (brancos), falam que é impossível e que não tem cura, provamos que com o uso do poder das substâncias nos vegetais, animais e espirituais, é possível não apenas curar, mas sim transformar a vida de uma pessoa", explicou ele.</p>
<p>Barreto afirma ainda que, o nome "medicina" gera um debate sobre o que é medicina e o que não é. "A tradição é a base de tudo. Nossa forma de ver a vida é diferente das pessoas da cidade. Nosso propósito é explicar que o conhecimento do meu povo, pode ser mais que um simples tratamento ao combate de doenças. O próprio nome "Medicina Indígena" foi escolhido para propor um debate e também para chamar a atenção das pessoas em relação à nossa cultura e ao nosso povo", finalizou.</p>
