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A Argentina vai às urnas neste domingo, 22, para eleger um novo presidente. Além do novo líder, serão escolhidos novos senadores, deputados e autoridades locais de províncias. O pleito acontece enquanto o país passa por uma grave crise econômica.
Nas eleições primárias, feitas em agosto, foi registrada uma abstenção de 30,4%. O voto é obrigatório para os argentinos de 18 a 70 anos.
Javier Milei, candidato da coalizão conservadora La Libertad Avanza, segue liderando as intenções de voto com 30%.
Milei é uma figura bastante controversa, não sendo vista com tantos bons olhos pela comunidade internacional. Autodenominado ‘Anarcocapitalista’, o político é extremamente liberal, com propostas que iriam defasar os serviços estatais, entregando a operação na mão de grandes empresas.
Ele já insinuou o fim do Banco Central, saída do Mercosul e dolarização da economia.
Em segundo lugar, o país vizinho tem Sergio Massa como opção. Atual ministro da economia, o político aparece com 28% das intenções de voto. Experiente, ele é advogado e já foi presidente da Câmara dos Deputados.
A conservadora Patricia Bullrich, da coalizão Juntos Pela Mudança, já foi ministra da segurança pública. Cientista política e jornalista, ela aparece em terceiro lugar.
Decisão
Para vencer as eleições em primeiro turno, um dos candidatos deve conseguir 45% dos votos, descartando brancos e nulos, ou 40% dos votos com 10% a mais que o segundo colocado.
Caso um destes cenários não aconteçam, um segundo turno é convocado.
