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<p>Nesta quarta-feira (08), é comemorado o Dia Internacional da Mulher. A data celebra a importância e a representatividade das mulheres na sociedade.</p>
<p>As homenagens para as mulheres circulam nas redes sociais ao longo deste dia especial e tão significativo. Dentre elas, a Fundação Estadual do Índio (FEI), fez publicação em sua conta oficial do Instagram, parabenizando e reconhecendo a luta de todas as mulheres indígenas.</p>
<p>Segundo a FEI, a data também marca o protagonismo das mulheres indígenas nas aldeias e nas cidades, e destaca o respeito que se deve a elas, nos mais variados ambientes, e que podem ocupar áreas diversas no campo social. Confira a postagem:</p>
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<h2><strong>A MULHER INDÍGENA</strong></h2>
<p>Todas as mulheres têm uma luta em comum, mas cada mulher enfrenta sua própria luta. Sim, a mulher indígena sofre as mesmas violências que a mulher não indígena.</p>
<p>No entanto, as mulheres indígenas enfrentam ainda mais desafios durante suas jornadas de vida. Primeiramente, sofrem ao ver seu povo em situação de vulnerabilidade, marginalizado, discriminado. Além disso, sofrem por ser mulher e tal violência não é só física, ela é psicológica e também social. Elas sempre estiveram na luta, seja pela proteção do território, da cultura ou dos costumes.</p>
<p>Nossa equipe entrou em contato com a Cacica, Bia Kokama, que falou sobre a importância de destacar o dia de hoje como mulher indígena.</p>
<p>O seu cacicado foi passado de geração, pela sua mãe, que hoje trabalha na produção da agricultura familiar, na Aldeia matriz – Yakami, localizada na Am 010, Km 145, depois do Rio preto da Eva, onde são feitos os rituais indígenas e outras festividades. Lá, trabalham na produção de farinha, cupuaçu, tucumã, açaí, milho e jerimum, disse ela.</p>
<p>Ela destaca que a sua família não perdeu a cultura, se alimentam de iguarias naturais, bastante fruta e a bebida é o caxiri - característica da cultura indígena.</p>
<h2><strong>MULHERES NO PODER</strong></h2>
<p>Para ela, é um privilégio ser uma cacica. Segundo Kokama, ser cacica é ser um pouco de tudo, um pouco enfermeira, um pouco parteira, delegada, entre outras responsabilidades.</p>
<p>E crê que a mulher é guerreira, e estão sempre lutando contra desigualdade. E destaca que para ela, é muito importante ser uma mulher valente e valorosa, e diz que sempre procurou lutar pelos seus objetivos, e segue lutando pelos direitos dos povos indígenas.</p>
<blockquote class="wp-block-quote"><p><em>“Ser mulher é guerrear, é lutar pelos direitos”.</em></p><p></p><cite>Bia Kokama</cite></blockquote>
<p><strong>ARTESANATO</strong></p>
<p>Kokama está à frente da Associação Beneficente Kokama do Amazonas, essa associação é de moradores e trabalhadores do artesanato da Comunidade Indígena. Ela relatou à equipe do DC, que trabalha com artesanato, e conta com a ajuda do seu esposo, sua filha e outros colaboradores. Inclusive, comunicou que no dia 15 de março irão realizar um curso de vassoura de garrafa pet com os associados da organização.</p>
<p>Ela nos enviou fotos dos artesanatos feitos na Associação. Com auxílio dos seus familiares, faz a confecção dos brincos, colares, pulseiras, anéis e também trabalha com roupas grafitadas. Confira:</p>
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<p>As portas da Associação estão abertas para quem quiser visitar o local, mas, antes precisa entrar em contato com ela para aviso prévio.</p>
<p>O que falta na Associação, segundo ela, é um local, pois alegou que os associados ainda não tem um local, uma comunidade para eles morarem.</p>
<p>Bia Kokama relatou à equipe do Diário da Capital, que eles vieram de uma luta, com a localidade da associação, que antes era dentro da comunidade Monte Horebe, mas saíram de lá há três anos. Para ela, essa é uma das suas maiores dificuldades no momento, mas confia que irão vencer esse obstáculo.</p>
<p>Atualmente, a associação funciona na sua residência, localizada no conjunto cidadão 12.</p>
<p><strong>“NÓS PODEMOS”</strong></p>
<p>Mesmo em meio às dificuldades e desafios, muitas mulheres enfrentam, à sua maneira, o mundo que as rodeia. Das mais novas até as mais experientes, cada uma enfrenta sua própria dificuldade dentro de suas respectivas realidades. Mas, o importante é persistir e continuar firme na difícil missão que é viver.</p>
<p>A Cacica Kokama reitera que é importante não se deixar abater pelos obstáculos no caminho, é necessário continuar lutando, e assim, alcançar a vitória.</p>
